"Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza". (Boaventura de Souza Santos)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vacina contra a gripe A pode causar doença neurológica

Vacina contra a gripe A pode causar doença neurológica
Paralisia e insuficiência respiratória são consequências


A vacina da gripe A pode provocar paralisia e insuficiência respiratória, podendo ser fatal, segundo alerta o Governo britânico, através da Agência de Protecção de Saúde.

A vacina contra o H1N1 pode desencadear a síndrome Guillain-Barré que ataca o sistema nervoso, causando paralisia e incapacidade respiratória, podendo mesmo levar à morte.

O Governo britânico enviou uma carta confidencial aos neurologistas onde questionava a razão pela qual não foram tornados públicos os efeitos nocivos que podem decorrer da administração da vacina da gripe A.

O alerta do Governo britânico constitui o primeiro sinal público de preocupação quanto aos possíveis e eventuais efeitos nocivos da vacina contra a gripe A.

Na carta enviada a 600 neurologistas, é lembrado o caso de uma vacina semelhante administrada nos Estados Unidos, em 1976. A imunização causou mais mortos do que a própria gripe e foram detectados 500 casos da doença neurológica rara.

As conclusões na época apontaram no sentido de que a vacina terá aumentado em oito vezes o risco de desenvolver a síndrome. Após dez semanas, a vacina foi retirada do mercado.

Em declarações ao Correio da Manhã, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Rêgo, admitiu as consequências da vacina contra a gripe A, sublinhando que a «situação é muito bem conhecida da classe médica».

Mário Jorge Rêgo ressalvou, no entanto, que quase todas as vacinas e as infecções podem causar a síndrome Guillain-Barré, apesar destes casos serem raros. O responsável afirmou que «as vacinas não estão isentas de riscos».

As autoridades de saúde norte-americanas estão a preparar-se para um dos maiores esforços de monitorização de sempre, no âmbito da hipotética ligação da nova vacina contra a gripe A com a síndrome de Guillain-Barré, noticia a Reuters.





http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&id=7c3d68615aa8a83481c3f5765bcde46f

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1206807/Swine-flu-jab-link-killer-nerve-disease-Leaked-letter-reveals-concern-neurologists-25-deaths-America.html

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um olhar sobre o autismo

Saúde
por Ana Cardoso
(Psicopedagoga)



Um olhar sobre o autismo

Actualmente há já um reconhecimento razoável sobre a importância do tratamento do autismo envolver e ir ao encontro quer das necessidades da criança quer das necessidades da própria família.




O autismo é classificado como uma perturbação do desenvolvimento e que engloba dificuldades ao longo da vida nas capacidades sociais e comunicativas. Desta forma, identificam-se deficits na interacção social, na comunicação verbal e não verbal, da imaginação e capacidade simbólica e nos interesses e actividades.



Em geral, a maioria das pessoas a quem foi efectuado este diagnóstico tende a melhorar com a idade quando recebe um tratamento adequado e ajustado às suas necessidades individuais.



A experiência tem revelado que este tratamento é mais eficaz sempre que é efectuada uma intervenção precoce.



Seja qual for o tipo de intervenção é fundamental, como já foi referido anteriormente, que a família esteja englobada no tratamento de modo a permitir responder às dúvidas naturais dos cuidadores que convivem com uma criança com autismo.



Há uma evidência clara de que o autismo tem um impacto sobre a família e que a sobrecarga dos cuidados recai sobretudo nas mães.



Vários trabalhos têm mesmo demonstrado que as mães das crianças autistas apresentam mais depressão, do que as mães de crianças com síndrome de down, sugerindo que a sobrecarga com o cuidado e a própria natureza do deficit da criança exerceu um papel na depressão materna.



Abordagens que muitas vezes são adoptadas para facilitar o reconhecimento do diagnóstico e permitir o desenvolvimento de comportamentos adequados, são os grupos de ajuda mútua ou de apoio às famílias e os grupos psicoeducativos.



É de realçar que as famílias variam quanto ao tipo de suporte e informação de que necessitam. Mesmo dentro de uma família, cada elemento pode ter diferentes visões e expectativas, tanto sobre a criança, como sobre as suas necessidades.



É importante permitir nestes encontros que pais e irmãos reconheçam a frustração, a raiva e a ambivalência dos seus sentimentos como um processo normal de adaptação.



Ensinar técnicas na forma como lidar com a criança e possibilitar o acesso à informação sobre o espectro do autismo é tão fundamental como focar-se em aspectos emocionais.



Esta atenção e envolvimento que deve ser atribuída à família, insere-se no facto da mesma ser vista como a instituição educativa da criança, visto que é nela que se inicia o processo de socialização. Daí que qualquer mudança no comportamento de um dos seus membros influencie cada membro individualmente. A forma, contudo, como cada elemento vive e acaba por manifestar essas ocorrências, difere de pessoa para pessoa, acontecendo, não raras vezes, o recurso a estratégias que nem sempre são as mais adequadas.



A ansiedade parental acaba por ser uma realidade acentuada pelas dificuldades da coabitação diária, pelas exigências sociais e perante as diferentes etapas da vida da criança.



Identificada esta crescente necessidade de compreender o quotidiano de aceitação e adaptação por parte dos pais, e como forma de permitir o partilhar de experiências, nasceu em Setúbal a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada em 2005 por um grupo de pais e técnicos que consideraram indispensável a constituição de uma Associação que promova o desenvolvimento, a educação, a integração social e a participação na vida activa das pessoas com perturbações do espectro do autismo.



Ana Cardoso - 16-09-2009 13:11

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Feliz Aniversário Princesa



A minha Princesa hoje faz 6 anos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Obrigado Ana Martins

A Ana Martins, tem dado voz à nossa causa, e merece todo o nosso apoio.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nem todos os professores tiveram formação necessária para saber classificar os alunos com necessidades especiais de acordo com os novos parâmetros.

Ano lectivo/Educação Especial
Nem todos os professores tiveram formação para saber avaliar alunos
por Lusa03 Setembro 2009

Nem todos os professores tiveram formação necessária para saber classificar os alunos com necessidades especiais de acordo com os novos parâmetros em vigor desde o ano passado, alertou a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

No passado ano lectivo entrou em vigor o decreto-lei que veio definir que os alunos com necessidades educativas especiais passassem a ser sinalizados de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), um sistema de classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que descreve, avalia e mede a saúde e o nível de incapacidade de uma pessoa.

Na sexta-feira, o Ministério da Educação apresenta a primeira avaliação da aplicação da CIF em Portugal, mas em declarações à Lusa o secretário de estado da Educação Valter Lemos avançou já que a sua aplicação teve resultados positivos.

Para Maria José Salgueiro, da Confap, “há aspectos positivos e negativos na nova lei e na aplicação da CIF”.

“O aspecto negativo na aplicação da CIF prende-se com o facto de a informação não ter chegado a todos os professores das escolas. Essa foi a grande falha”, lamentou a representante das associações de pais.

“ Confap chegaram queixas de “professores que tiveram de pagar do próprio bolso para ter formação e outros que dizem não ter tido qualquer formação”.

A consequência para os alunos é simples: “Ao não serem bem classificados acabam por não ter os apoios devidos”.

No entanto, garantiu Maria José Salgueiro, “ninguém se opôs à nova lei ou à aplicação da CIF”.

As críticas feitas no passado ano lectivo por professores de que a CIF iria deixar milhares de alunos sem apoio são contestadas pela Confap, que garante que com este modelo “são dados os apoios devidos às crianças devidas”.

Crianças com dislexia passaram a ficar de fora, “sendo abrangidos apenas os casos mais graves”. No caso da hiperactividade, também houve mudanças, até porque “nem todos os casos têm de estar no ensino especial”, recorda a representante da Confap.

Maria José Salgueiro lembrou que o novo decreto lei criou ainda as escolas de referência, “que veio permitir aos pais poder escolher entre uma escola de ensino regular ou ensino com um atendimento mais especializado e centrado”.

No entanto, no caso das crianças surdas e cegas, “ainda há muito para fazer”: “Há poucas escolas de referência e as crianças têm de se deslocar bastantes quilómetros e muitas acabam por estar longe da família durante todo o dia ou mesmo toda a semana”.

No Norte, por exemplo, existem apenas duas escolas de referência para surdos - no Porto e em Braga. “As crianças de Ponte de Lima ou de Bragança têm de andar muitos quilómetros e se não optarem por uma escola de referência ficam sem o apoio de língua gestual”.

No caso das crianças com autismo, o grande problema é a “falta de profissionais especializados e necessários para as acompanhar”, mas Maria José Salgueiro considera que “o ano passado foi de mudança e por isso é normal que ainda não seja tudo perfeito”.

terça-feira, 1 de setembro de 2009


Kate Winslet, vencedora de um Óscar com «The Reader», fará a narração em inglês de um documentário islandês sobre autismo.

«The Sunshine Boy», realizado por Fridrik Thor Fridriksson, e que conta também com as participações dos músicos Bjork e Sigur Ros, conta a história de um mãe que tenta entrar no mundo do filho autista de 11 anos. A protagonista viaja meio-mundo da Islândia até ao Estado norte-americano do Texas para visitar a terapeuta Soma Mukhopadhyay. O documentário estreia internacionalmente no próximo mês, no Festival Internacional de Toronto, no Canadá.

«Estou muito feliz e honrada que Kate tenha aceite a narração. A sua contribuição é fundamental para despertar as pessoas para o autismo, que muitos reclamam ser a epidemia de maior crescimento actualmente no mundo», afirmou, citada pela BBC, Margret Dagmar Ericsdottir, mãe do jovem autista.



http://diario.iol.pt/cinema/kate-winslet-narracao-filme-autismo/1085000-4059.html