"Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza". (Boaventura de Souza Santos)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Abaixo Assinado - Participem

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4047

Para acabar com o uso abusivo da palavra "Autismo" no meio Politico e Jornalista.

terça-feira, 24 de março de 2009

Politicos/Autismo? Era só o que faltava Politicos e jornalistas a usarem o termo Autismo como adjectivo e ainda por cima o deturparem. Andam a gozar.

Depois de ver o alerta num blogue amigo, é que realmente achei que temos que colocar um BASTA.

Como podem andar a gozar com as familias de crianças com Autismo desta maneira?

Ora vejam:

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Ferreira-Leite-chumba-competencia-de-Socrates.rtp&article=207689&visual=3&layout=10&tm=9

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=378256
A Dra Ferreira Leite a dizer que o governo é Autista.

http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn01010802110309&id_user=
José Manuel Rodrigues critica “governação autista”

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1175451&seccao=%C1frica
Aqui dizem que o Papa é Autista por causa da polémica dos preservativos.

http://diario.iol.pt/sociedade/professores-modelo-de-avaliacao-fiscalizacao-educacao-ministerio-da-educacao-protestos/1047207-4071.html
Aqui é a polémica dos professores com o modelo de avaliação e mais uma vez acusam o governo de Autismo.

Vamos lá a ver, que os Politicos andem com troca de palavras que desconheçam o seu significado eu até posso nem sem como dizer, compreender, pois parecem ser todos ignorantes.

Mas professores que lidam diariamente com as nossas ciranças, venham para a praça pública com este jogo de palavras já me parece indecente.

nem vou continuar

encontrei uma lista infindável no google de noticias sobre o Autismo/Politica.

Meus senhores e senhoras desde Pais, vamos a ter vergonha e parar com isto.

Autismo, não um novo vocabulário Politico, se gostam tanto desta palavra e se sabem o seu verdadeiro significado, então por favor vamos respeitar todos aqueles que sofrem diáriamente com esta doença.

Querem ajudar?
Façam centros públicos de desenvolviemnto Infantil como as Diferenças ou o Cadin e tornem as terapias acessiveis a todos os bolsos e deixem as nossas crianças em Paz.

Obrigado

sexta-feira, 20 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia Dos Pais - Recados Para Orkut


Feliz Dia do Pai


Aumento em casos de autismo entre somalis em Minneapolis é preocupante

Aumento em casos de autismo entre somalis em Minneapolis é preocupante
Donald G. McNeil Jr. Do 'New York Times'


Ayub Abdi é um menino fofo de cinco anos de idade com um sorriso que poderia ser classificado como tímido, se não fosse seu olhar vazio. Ele não fala. Quando tinha dois anos, ele dizia "papai", "mamãe", "me dá" e "quero água", mas agora nem isso.
Ele grita, cospe e lamenta alto "Unnnnh! Unnnnh!" quando não está contente. À noite, ele bate na parede por horas, o que levou expulsão da família de seu último apartamento.
Enquanto ele é amarrado em seu assento do ônibus que o leva às aulas de educação especial, é difícil não observar que há apenas outra criança no veículo. O outro garoto também é filho de imigrantes somalianos.

"Conheço dez pessoas cujos filhos têm autismo", disse o pai de Ayub, Abdirisak Jama, segurança profissional de 39 anos de idade. "Todas elas estão em busca de ajuda". O autismo está aterrorizando a comunidade de imigrantes somalianos em Minneapolis, e alguns pediatras e educadores se juntaram aos pais para soar um alarme. No entanto, especialistas em saúde pública sustentam que é difícil discernir se o aparente aumento de casos é realmente um surto, com uma causa capaz de ser identificada e tratada, ou simplesmente um acaso estatístico. Num esforço para descobri-lo, o Departamento de Saúde de Minnesota está conduzindo uma pesquisa epidemiológica com a consultoria dos Centros Federais para o Controle e Prevenção de Doenças.

Esse tipo de enigma a ser resolvido, afirmam especialistas, surge quando existe um grupo de pessoas com doenças não-contagiosas. Apesar de haver poucas pesquisas sobre a concentração de autistas, relatos de concentrações de câncer são tão comuns que os órgãos de saúde por todo o país respondem a mais de mil solicitações sobre situações suspeitas a cada ano. A grande maioria se mostra infundada. Até mesmo quando um caso é confirmado, a causa é poucas vezes determinada, assim como o sarcoma de Kaposi entre homens homossexuais e mesotelioma entre trabalhadores de "asbestos".
É "extraordinariamente difícil" separar concentrações ao acaso daquelas nas quais todos foram expostos ao mesmo agente cancerígeno, disse Dr. Michael J. Thun, vice-presidente de epidemiologia da Sociedade Americana de Câncer. Como a causa do autismo é desconhecida, as autoridades de Minnesota consideram uma epidemia bastante difícil, até saberem o que exatamente investigar.
"Existem, obviamente, preocupações reais aqui, mas não queremos fazer um julgamento superficial", disse Buddy Ferguson, porta-voz do departamento de saúde. Até mesmo contabilizar os casos de autismo é difícil, pois os diagnósticos são feitos inicialmente pelas escolas, não pelos médicos, e as estimativas populacionais de somalianos variam amplamente.
Os resultados devem ser divulgados no final do mês.
Mesmo se o departamento de saúde confirmar a existência de uma concentração de casos, isso não irá responder o motivo pelo qual ela ocorre. Ainda assim, Thun afirmou que um possível foco num único grupo étnico "aumenta a sensação de que a investigação é essencial".

Ele acrescentou que o próximo passo seria observar somalianos residentes em outras cidades. Um pequeno e recente estudo, feito com refugiados em escolas de Estocolmo, descobriu que os somalianos freqüentavam aulas especiais para alunos autistas três vezes mais que os índices normais. Representantes de grupos somalianos em Seattle e San Diego estavam cientes do medo existente em Minneapolis, mas não tinham certeza sobre seus próprios índices.
Médicos familiares, atuantes nas comunidades somalianas de Boston e de Lewiston, no Maine, ouviram falar num aumento de casos nesses lugares. "É uma preocupação aqui, mas não fizemos nada específico para observar o problema", disse Ahmed Salim, do Somali Family Services, de San Diego. Shamso Yusuf, da Aliança de Mulheres Refugiadas, em Seattle, disse, entre lágrimas, que sua própria filha foi diagnosticada com autismo.

"Vejo muitos pais com filhos de cinco anos de idade que não conseguem falar", disse. No entanto, nenhum estudo foi realizado em Seattle, segundo ela. Os somalianos começaram a chegar a Minneapolis em 1992, levados pela guerra civil. A população de somalianos em Minnesota é estimada entre 30 e 60 mil. A cidade é acolhedora e os benefícios sociais são generosos, todavia muitos vivem uma vida segregada, como muçulmanos conservadores, as mulheres usando lenços negros e vestidos longos. Muitos homens somalianos trabalham como motoristas de táxi ou seguranças profissionais. Outros são contadores ou administram lojas dirigidas a somalianos em pequenos shoppings.

Ativistas antivacina estão realizando campanha entre eles. Este fato preocupa agentes de saúde pública especialmente porque algumas famílias vão e vêm da Somália, onde o sarampo ainda é uma causa significativa da morte de crianças, de acordo com a UNICEF. Uma das primeiras a alertar as autoridades foi Anne Harrington, que trabalhou com educação especial nas escolas de Minneapolis durante 21 anos.

Na última década, ela disse, "começamos a ver um número tremendo de crianças nascidas aqui com as formas mais severas de autismo". No ano passado, continuou ela, 25% das crianças em aulas pré-escolares com tratamentos intensivos tinham pais somalianos, enquanto somente cerca de 6% das matrículas no ensino público era de somalianos. Dr. Daniel S. McLellan, pediatra, contou que, ao começar a atender no Hospital Infantil, há seis anos, ele ficou surpreso com a quantidade de somalianos autistas em tratamento. "Eles tinham sintomas clássicos", disse. "Linguagem realmente deficiente, não observavam rostos, não faziam contato olho no olho, não se comunicavam com gestos, ficavam somente perdidos em seu próprio mundo. Ninguém confundiria esses sintomas com qualquer outra coisa". Existe uma especulação desenfreada sobre possíveis causas: as condições de vida na Somália ou em campos de refugiados no Quênia; os remédios tradicionais; casamentos interraciais; predisposição genética; deficiência de vitamina D devido à falta de luz solar; além de, é claro, vacinas. No entanto, todas as teorias têm pontos fracos. A maioria das crianças, disse Idil Abdull, uma das primeiras mães de filho autista a pedir investigação por parte das autoridades, nasceu aqui, teve os mesmos cuidados médicos e recebeu as mesmas vacinas que qualquer outra criança incluída no programa Medicaid.
Não se trata de diagnóstico equivocado devido aos problemas de linguagem; muitos têm irmãos que vão bem na escola. Os hmong, do sudeste da Ásia, também imigrantes vindos de campos de refugiados, não têm índices altos de autismo, disse Harrington. Os refugiados somalianos têm muitas doenças, disse Dr. Osman M. Ahmed, do Projeto de Saúde da África Oriental em St. Paul. Estas incluem: tuberculose, hepatite B, depressão associada à guerra civil, e deficiências em vitamina D. No entanto, a falta de vitamina D é uma explicação ambígua. Índices desse distúrbio são similares na população americana branca e negra, segundo o CDC, e os somalianos, em geral, não têm a pele mais escura que os negros americanos.
Na Somália, primos legítimos se casam entre si. Globalmente, segundo a organização March of Dimes, índices de problemas no nascimento são mais altos em países árabes com casamentos entre parentes próximos. Porém, esses índices, nos somalianos, são moderados, e o autismo não fez parte desses estudos. De qualquer forma, muitos pais somalianos estão confusos e assustados. "É impossível ignorar", disse Hassan Samantar, defensor dos pais do Pacer Center, para crianças com deficiências. "Não havia palavra para essa situação no idioma somali. Vimos síndrome de Down e esquizofrenia, mas genericamente conceituados – nossa palavra é algo como 'doido'. As pessoas estão chamando o autismo de 'otismo' ou 'a doença americana'. Alguns dizem que a doença reflete algo que você ou seus pais fizeram, que a maldição está lhe pegando".

Muitos pais somalianos daqui não conseguem ler em inglês nem assistir à televisão americana, ele disse, então eles ouvem falar do o autismo pela primeira vez somente quando um pediatra sugere examinar uma criança. Alguns mandam suas crianças de volta para a Somália. "Eles dizem: 'Lá tem mais luz do sol, menos poluição, a comida é mais fresca, pois o animal foi abatido na mesma manhã'", disse Abdull. "Eles dizem: 'Meu filho não fala? Jogue-o no meio de vinte crianças que ele vai falar. As crianças vão incitá-lo até que ele fale'. Você sabe como as crianças correm por aí na África? As pessoas aqui são tão isoladas em seus apartamentos. Os pais pensam que dessa forma os filhos vão se recuperar da doença." Grupos antivacina notaram isso. Em novembro, J.B. Handley, fundador da Generation Rescue, defensora do tratamento de crianças autistas com dietas livres de trigo e derivados de leite, vitaminas e quelatos, para remover o mercúrio, escreveu uma carta aberta aos "Corajosos Pais Somalianos". Ele os alertou a não confiar no departamento de saúde pública e sugeriu a diminuição gradual das vacinas das crianças, além da solicitação das dispensas dos requerimentos de vacinas das escolas. Ele também ofereceu pagamento para alguns que frequentassem a conferência antivacina. O apelo teve efeito.

Muitos pais, incluindo os de Ayub, agora dizem que o autismo das crianças começou com convulsões iniciadas após as doses de vacinas. "As pessoas da comunidade somaliana foram atraídas por essa teoria, e muitas estão resistindo à imunização", disse McLellan. No entanto, existem também crianças como o garoto Shumsudin Warsame, de oito anos, que não fala mais de uma palavra de cada vez, corre em círculos e se autoinflige espetando canetas no rosto. Ele nasceu na Somália, cresceu no Egito e chegou aqui há seis meses. O menino começou a sofrer convulsões antes de completar um ano de idade, disse seu pai, Abdiasis, muito antes de tomar qualquer vacina. Para Warsame, encontrar algo para jogar a culpa não faz sentido. Pai solteiro, ele e Shumsudin estavam num centro de saúde esperando encontrar um abrigo de assistência em tempo parcial. "Tenho um amigo somaliano com três crianças portadoras de autismo, todas nascidas em Minnesota", disse Warsame. "Preciso de ajuda; todos nós precisamos. Não vejo muitas pessoas tentando nos ajudar. É melhor do que no Egito ou na Somália, mas não é o que esperávamos".

terça-feira, 17 de março de 2009

Mente sã em corpo são

No Hospital de S. João, no Porto, os doentes de leucemia têm sessões de reiky, que lhes aliviam as dores e os ajudam a suportar os longos períodos de internamento; no Zoomarine, uma equipa de investigadores avaliou, durante três anos, os efeitos da interacção dos golfinhos com um grupo de 23 crianças autistas do Algarve.
Grande Reportagem SIC

São apenas dois exemplos de um conjunto cada vez mais vasto de terapias alternativas ou complementares, muitas delas, diga-se em abono da verdade, sem qualquer base científica. Outras, como a acupunctura e a osteopatia – para citar apenas dois exemplos – já são reconhecidas pela medicina tradicional na abordagem de certas patologias. O reiky, designação japonesa de “energia vital universal”, é utilizado nalguns hospitais dos Estados Unidos e da Europa. Na unidade de hematoncologia do S. João ainda dá os primeiros passos, a título experimental, com o consentimento da administração e do conselho de ética do hospital. Mas a julgar pelos relatos dos pacientes e da equipa que os acompanha, é bem provável que esta prática passe a constar do tratamento da leucemia. Já o recurso aos golfinhos na abordagem do autismo, “embora apresente benefícios moderados, não se justifica como terapêutica indispensável a estas crianças” – afirma o pedopsiquiatra Emílio Salgueiro, que liderou o estudo levado a cabo no Zoomarine do Algarve. A ciência procura respostas para as mazelas do corpo e da mente. Mas por muito que a medicina e a tecnologia evoluam, o ser humano continuará a lançar mão de práticas que escapam à lógica e à evidência.

Jornalista: Carlos Rico
Imagem: José Caldelas
Edição: António Soares
Grafismo: Carla Gonçalves
Produção: Maria Calado; Anabela Bicho
Coordenação: Cândida Pinto
Direcção: Alcides Vieira
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Artigos/Mente+sa+em+corpo+sao.htm

Trocas de rotina

Ontem a Bea teve Terapia da fala, mas ao contrário do habitual, não foi de manhã, mas sim no final da tarde.

Esta situação, foi o suficiente para uma pequena birra.
Primeiro chorava que queria ir já e por mais que eu tenta-se explicar o porquê de ser noutro horário, ela não queria saber.
Depois, já dizia que à tarde não queria ir.
Lá lhe passou e fomos para o colégio.

Na hora indicada, o Pai a foi buscar e lá foram para a terapia.
Sei que correu muito bem e que esteve muito comunicativa.
Quando chegou a casa já era horas de jantar.

Foi giro, porque ela quando entrou, perguntou-me:Mãe, estavas preocupada? Tinhas muitas saudades minhas? Eu não consegui chegar mais cedo porque havia muito transito.
Acho que foi a primeira vez que ela demonstrou, este sentimento de preocupação, por achar que eu podesse estar preocupada com a demora a chegar a casa.
Como eu respondi, que sim que estava com saudadinhas, ela vira-se para o Pai e diz, vês, coitadinha da Mãe estava sózinha e com saudades.
Naquele momento, senti tanto orgulho dela.