Participe no Curso Básico de Perturbações do Desenvolvimento Infantil
a realizar nos próximos dias 26 e 27 de Novembro no Auditório da Faculdade de Psicologia da Univ. do Porto. Com uma carga horária de, aproximadamente, 14 horas, serão abordados os principais aspectos clínicos (nosológicos e nosográficos) relacionados com as perturbações desenvolvimentais mais prevalentes.Os participantes formalmente inscritos no Curso poderão aceder aos conteúdos das comunicações (por razões de ordem ética, excluir-se-ão as fotografias e outro material iconográfico).
Conheça o programa completo no nosso site ou etravés do link: http://www.appt21.org.pt/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1360&Itemid=228
Atenciosamente
A equipa do Diferenças
Transtorno do espectro do autismo: · Transtorno de Asperger – Autismo de “Alto Funcionamento” (Síndrome de Asperger) · Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação (PDD-NOS)/ Autismo Atípico (outras condições com características semelhantes ao autismo)
"Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza". (Boaventura de Souza Santos)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
3º encontro de Coros Juvenis
Quem disse que uma criança com PDD-NOS, não pode fazer uma vida normal e se integrar socialmente na sociedade?
Pois fiquem sabendo, que nesta reportagem dos coros, uma das coralistas, tem PDD-NOS.
E eu aposto, que quem não a conheçe, não a vai descobrir apesar de aparecer várias vezes de forma bem visivel.
Com isto quero dizer, que estas crianças precisam de ser estimuldas, estimuladas e estimulados, o resultado é muito positivo.
http://www.tvamadora.com/video.aspx?videoid=1004
Pois fiquem sabendo, que nesta reportagem dos coros, uma das coralistas, tem PDD-NOS.
E eu aposto, que quem não a conheçe, não a vai descobrir apesar de aparecer várias vezes de forma bem visivel.
Com isto quero dizer, que estas crianças precisam de ser estimuldas, estimuladas e estimulados, o resultado é muito positivo.
http://www.tvamadora.com/video.aspx?videoid=1004
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Autismo & Realidade
O autismo é um transtorno neurobiológico complexo que prejudica a capacidade da pessoa de se comunicar, desenvolver relações sociais e frequentemente vem acompanhado de problemas de comportamento.
Apresenta-se em diversas formas e graus de dificuldades, abrangendo desde pessoas muito comprometidas do ponto de vista cognitivo e comportamental (o autismo de baixo funcionamento) e que não conseguem falar – até pessoas verbais e muito inteligentes, mas com grandes dificuldades sociais (autismo de alto funcionamento e a Síndrome de Asperger). São os chamados Transtornos do Espectro do Autismo (TEA).
Há pessoas com TEA que dificilmente conseguirão ter uma vida independente, sem cuidados intensivos e altamente individualizados, pois não conseguem sequer dar conta das suas necessidades básicas. Outras, com uma estruturação adequada, podem levar vidas praticamente normais.
Algumas vezes, junto com as dificuldades, as pessoas com TEA apresentam altas habilidades, via de regra desperdiçadas.
No Brasil, assim como na maioria dos países, os diagnósticos de autismo têm aumentado muito. Os levantamentos mundiais mais recentes apontam que 1 a cada 125 crianças em idade escolar apresenta um transtorno do espectro de autismo. Se considerarmos que o Brasil tem cerca de 33 milhões de crianças na idade de 0 a 10 anos, podemos ter, só nessa faixa de idade, mais de 260 mil crianças brasileiras com autismo!
Hoje se sabe que o diagnóstico precoce, de preferência antes dos 3 anos, aliado a tratamentos intensivos, pode melhorar muito as possibilidades dessas crianças. O esforço amoroso de muitas famílias e profissionais acabou mostrando que pessoas aparentando profundo retardo mental e incapacidade absoluta de interação, na verdade estavam enclausuradas pelo problema neurológico que as impedia de se comunicar.
Na maioria dos casos em que pessoas com autismo conseguiram alcançar um bom nível de autonomia e bem estar, o papel das famílias foi fundamental: mães e pais que foram atrás de informação e a aplicaram com persistência, afeto e uma boa dose de bom senso.
Apesar das dificuldades, o conhecimento sobre autismo tem aumentado muito. O futuro das crianças com autismo hoje é muito mais promissor que as de poucos anos atrás. Há muitas pesquisas sendo feitas, muitos tipos diferentes de intervenção sendo desenvolvidos e aprimorados.
Mas onde estão as pessoas com autismo no Brasil? As suas famílias sabem o que elas têm e das possibilidades de intervenção? Sabem que elas podem aprender e viver melhor? Tem acesso à informação de qualidade sobre autismo? Conhecem os direitos dos seus filhos? Tem acesso à orientação médica e psicológica? Tem acesso à educação?
Existem serviços e profissionais preparados para diagnosticar e orientar as famílias? Quem são? Onde estão?
A sociedade brasileira conhece o autismo? Sabem do impacto que ele tem sobre as famílias? Tem se solidarizado com as famílias tocadas por ele?
Como estão as pesquisas sobre o autismo no Brasil? Quais resultados as pesquisas e as estratégias de informação têm conseguido? Quais os melhores caminhos a seguir? Quais as promessas e esperanças futuras?
A Autismo e Realidade, formada por pais e profissionais que ainda procuram dar respostas para muitas dessas perguntas, quer revigorar e dar sentido a essa busca, além de facilitar e universalizar o acesso às respostas já existentes.
Nossos principais objetivos são:
Difundir conhecimento atualizado sobre o autismo, com campanhas e atividades direcionadas a:
Motivar e orientar as famílias na sua busca por diagnóstico, tratamento, educação e inclusão social da pessoa com autismo;
Eliminar preconceitos, despertar interesse e boa vontade da sociedade brasileira;
Apoiar a formação e preparação de profissionais e instituições para trabalhar pela pessoa com autismo.
Estimular, apoiar e divulgar os estudos científicos cujos resultados possam beneficiar as pessoas com autismo.
Agir para que os direitos legais das pessoas com autismo e suas famílias se transformem em REALIDADE.
http://www.autismoerealidade.com.br/
Contato:
contato@autismoerealidade.com.br
Apresenta-se em diversas formas e graus de dificuldades, abrangendo desde pessoas muito comprometidas do ponto de vista cognitivo e comportamental (o autismo de baixo funcionamento) e que não conseguem falar – até pessoas verbais e muito inteligentes, mas com grandes dificuldades sociais (autismo de alto funcionamento e a Síndrome de Asperger). São os chamados Transtornos do Espectro do Autismo (TEA).
Há pessoas com TEA que dificilmente conseguirão ter uma vida independente, sem cuidados intensivos e altamente individualizados, pois não conseguem sequer dar conta das suas necessidades básicas. Outras, com uma estruturação adequada, podem levar vidas praticamente normais.
Algumas vezes, junto com as dificuldades, as pessoas com TEA apresentam altas habilidades, via de regra desperdiçadas.
No Brasil, assim como na maioria dos países, os diagnósticos de autismo têm aumentado muito. Os levantamentos mundiais mais recentes apontam que 1 a cada 125 crianças em idade escolar apresenta um transtorno do espectro de autismo. Se considerarmos que o Brasil tem cerca de 33 milhões de crianças na idade de 0 a 10 anos, podemos ter, só nessa faixa de idade, mais de 260 mil crianças brasileiras com autismo!
Hoje se sabe que o diagnóstico precoce, de preferência antes dos 3 anos, aliado a tratamentos intensivos, pode melhorar muito as possibilidades dessas crianças. O esforço amoroso de muitas famílias e profissionais acabou mostrando que pessoas aparentando profundo retardo mental e incapacidade absoluta de interação, na verdade estavam enclausuradas pelo problema neurológico que as impedia de se comunicar.
Na maioria dos casos em que pessoas com autismo conseguiram alcançar um bom nível de autonomia e bem estar, o papel das famílias foi fundamental: mães e pais que foram atrás de informação e a aplicaram com persistência, afeto e uma boa dose de bom senso.
Apesar das dificuldades, o conhecimento sobre autismo tem aumentado muito. O futuro das crianças com autismo hoje é muito mais promissor que as de poucos anos atrás. Há muitas pesquisas sendo feitas, muitos tipos diferentes de intervenção sendo desenvolvidos e aprimorados.
Mas onde estão as pessoas com autismo no Brasil? As suas famílias sabem o que elas têm e das possibilidades de intervenção? Sabem que elas podem aprender e viver melhor? Tem acesso à informação de qualidade sobre autismo? Conhecem os direitos dos seus filhos? Tem acesso à orientação médica e psicológica? Tem acesso à educação?
Existem serviços e profissionais preparados para diagnosticar e orientar as famílias? Quem são? Onde estão?
A sociedade brasileira conhece o autismo? Sabem do impacto que ele tem sobre as famílias? Tem se solidarizado com as famílias tocadas por ele?
Como estão as pesquisas sobre o autismo no Brasil? Quais resultados as pesquisas e as estratégias de informação têm conseguido? Quais os melhores caminhos a seguir? Quais as promessas e esperanças futuras?
A Autismo e Realidade, formada por pais e profissionais que ainda procuram dar respostas para muitas dessas perguntas, quer revigorar e dar sentido a essa busca, além de facilitar e universalizar o acesso às respostas já existentes.
Nossos principais objetivos são:
Difundir conhecimento atualizado sobre o autismo, com campanhas e atividades direcionadas a:
Motivar e orientar as famílias na sua busca por diagnóstico, tratamento, educação e inclusão social da pessoa com autismo;
Eliminar preconceitos, despertar interesse e boa vontade da sociedade brasileira;
Apoiar a formação e preparação de profissionais e instituições para trabalhar pela pessoa com autismo.
Estimular, apoiar e divulgar os estudos científicos cujos resultados possam beneficiar as pessoas com autismo.
Agir para que os direitos legais das pessoas com autismo e suas famílias se transformem em REALIDADE.
http://www.autismoerealidade.com.br/
Contato:
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Já são 15 anos de dedicação aos autistas
Notícia publicada na edição de 30/09/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno C - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Não há cura para o autismo, apenas tratamentos específicos e atividades pedagógicas cuja finalidade é auxiliar a pessoa com a síndrome a superar suas limitações e, dentro de suas potencialidades, o desenvolvimento de independência, para facilitar o seu convívio com o meio que o cerca. A informação consta do folder da Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba (Amas), que dedica 15 anos de sua existência ao tratamento e pesquisa em busca de melhor qualidade de vida aos 42 alunos em tempo integral, de 11 a 37 anos de idade. Há, na fila de espera, segundo a diretora da entidade, a pedagoga Jeane Pereira de Lima Collaço, mais 70 pessoas.
Com o slogan ‘Educação Especial levada a sério, a Amas emprega a metodologia dos EUA, pois, como Jeane diz, é universal e baseia-se no aspecto do tratamento visual. Como esses alunos não conseguem memorizar rotinas de tarefas diárias, precisam de estímulos visuais para que façam as coisas. Assim, os afazeres são colocados em cartazes e fixados na lousa para que façam as atividades do dia. Jeane destaca ser importante citar os sintomas da síndrome, porque as pessoas ainda têm dúvidas. Os sintomas são: usar pessoas como ferramentas; resistir a mudanças de rotina; não se misturar com outras crianças; apego inapropriado a objetos; não mantém contato visual; age como se fosse surdo; resiste ao aprendizado; não demonstra medo do perigo; risos e movimentos não-apropriados; resiste ao contato físico; acentua hiperatividade física; gira objetos de maneira bizarra e peculiar; às vezes, é agressivo e destrutivo; e apresenta modo e comportamento indiferentes e arredios.
Estatisticamente, o Brasil está melhor que os EUA. Enquanto no Brasil, de cada 1.500 pessoas nascidas uma desenvolverá um nível de autismo; nos EUA, a cada 110 pessoas nascidas uma será autista. O autismo manifesta-se quatro vezes mais em meninos do que em meninas.
Em média, o gasto da Amas para manter um aluno é de R$ 1.500, uma quantia inviável ao orçamento da família dos autistas. A maioria é carente. Eles permanecem na escola de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, têm férias de 15 dias em julho e de um mês em dezembro. Na entidade, recebem medicamentos e atendimento médico multidisciplinar nas áreas de psicologia, pedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia comportamental, fisioterapia, reorganização neurofuncional, entre outras.
A Amas mantém parceria com a Casa do Cirineu, que fica no Itanguá. As salas são utilizadas por profissionais da Amas para fazer atendimentos aos pais de filhos autistas. Jeane diz que a entidade gostaria de atender a um número maior de pessoas, especialmente porque recebem, também, autistas de cidades da região. Atualmente, por exemplo, há dois alunos de fora: um de Pilar do Sul e outro de Salto de Pirapora. Há uma área no Wanel Ville, doada pela prefeitura, onde se pretende concluir a construção do Núcleo Terapêutico da Amas, porém, faltam recursos para finalizar as obras que estão sem cobertura e acabamento. Com a ajuda da Alcoa Foundation, foram iniciadas as obras de quatro salas, mas falta dinheiro ainda. A entidade aceita todo tipo de doação, recebe subsídios do município, por meio da Secretaria da Educação, e de sócios-contribuintes. Bazares, jantares, almoços entre outros eventos são feitos para arrecadar fundos. Algumas mães reformaram, recentemente, bonecas e brinquedos e pretendem, agora, fazer um bazar em outubro.
SERVIÇO
Amas Sorocaba
Rua Nova Odessa, 201, Jardim Vera Cruz
(15) 3222-4646/3334-4400/3334-4449
www.amas.com.br
Não há cura para o autismo, apenas tratamentos específicos e atividades pedagógicas cuja finalidade é auxiliar a pessoa com a síndrome a superar suas limitações e, dentro de suas potencialidades, o desenvolvimento de independência, para facilitar o seu convívio com o meio que o cerca. A informação consta do folder da Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba (Amas), que dedica 15 anos de sua existência ao tratamento e pesquisa em busca de melhor qualidade de vida aos 42 alunos em tempo integral, de 11 a 37 anos de idade. Há, na fila de espera, segundo a diretora da entidade, a pedagoga Jeane Pereira de Lima Collaço, mais 70 pessoas.
Com o slogan ‘Educação Especial levada a sério, a Amas emprega a metodologia dos EUA, pois, como Jeane diz, é universal e baseia-se no aspecto do tratamento visual. Como esses alunos não conseguem memorizar rotinas de tarefas diárias, precisam de estímulos visuais para que façam as coisas. Assim, os afazeres são colocados em cartazes e fixados na lousa para que façam as atividades do dia. Jeane destaca ser importante citar os sintomas da síndrome, porque as pessoas ainda têm dúvidas. Os sintomas são: usar pessoas como ferramentas; resistir a mudanças de rotina; não se misturar com outras crianças; apego inapropriado a objetos; não mantém contato visual; age como se fosse surdo; resiste ao aprendizado; não demonstra medo do perigo; risos e movimentos não-apropriados; resiste ao contato físico; acentua hiperatividade física; gira objetos de maneira bizarra e peculiar; às vezes, é agressivo e destrutivo; e apresenta modo e comportamento indiferentes e arredios.
Estatisticamente, o Brasil está melhor que os EUA. Enquanto no Brasil, de cada 1.500 pessoas nascidas uma desenvolverá um nível de autismo; nos EUA, a cada 110 pessoas nascidas uma será autista. O autismo manifesta-se quatro vezes mais em meninos do que em meninas.
Em média, o gasto da Amas para manter um aluno é de R$ 1.500, uma quantia inviável ao orçamento da família dos autistas. A maioria é carente. Eles permanecem na escola de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, têm férias de 15 dias em julho e de um mês em dezembro. Na entidade, recebem medicamentos e atendimento médico multidisciplinar nas áreas de psicologia, pedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia comportamental, fisioterapia, reorganização neurofuncional, entre outras.
A Amas mantém parceria com a Casa do Cirineu, que fica no Itanguá. As salas são utilizadas por profissionais da Amas para fazer atendimentos aos pais de filhos autistas. Jeane diz que a entidade gostaria de atender a um número maior de pessoas, especialmente porque recebem, também, autistas de cidades da região. Atualmente, por exemplo, há dois alunos de fora: um de Pilar do Sul e outro de Salto de Pirapora. Há uma área no Wanel Ville, doada pela prefeitura, onde se pretende concluir a construção do Núcleo Terapêutico da Amas, porém, faltam recursos para finalizar as obras que estão sem cobertura e acabamento. Com a ajuda da Alcoa Foundation, foram iniciadas as obras de quatro salas, mas falta dinheiro ainda. A entidade aceita todo tipo de doação, recebe subsídios do município, por meio da Secretaria da Educação, e de sócios-contribuintes. Bazares, jantares, almoços entre outros eventos são feitos para arrecadar fundos. Algumas mães reformaram, recentemente, bonecas e brinquedos e pretendem, agora, fazer um bazar em outubro.
SERVIÇO
Amas Sorocaba
Rua Nova Odessa, 201, Jardim Vera Cruz
(15) 3222-4646/3334-4400/3334-4449
www.amas.com.br
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Conheça a menina Laura, que tem síndrome de Asperger « Programa Especial
http://www.tubeminator.com/view-conhea-a-menina-laura-que-tem-sndrome-de-asperger-programa-especial-161627.html
Crianças concebidas por métodos artificiais têm mais tendência ao autismo
Pesquisadores não desaconselham, porém, que pais inférteis usem a insemição
Uma pesquisa israelense mostrou que crianças concebidas por meio de inseminação artificial (fertilização in vitro) têm três vezes mais possibilidades de serem autistas. Segundo o estudo dos médicos do Assaf Harofeh Medical Center, próximo de Tel Aviv, 10,5% das crianças pesquisadas que foram diagnosticadas com o problema tinham sido concebidas por meios artificiais – um número bem maior do que a porcentagem de autistas (3,5%) em relação à população total de Israel.
A principal autora do estudo, Ditza Zachor, diretora do centro de autismo do hospital, diz que os resultados da pesquisa, contudo, não devem desencorajar pais inférteis de utilizar a inseminação artificial, já que a maioria das crianças concebidas por esse método não tem autismo e a maioria das crianças com autismo não foi concebida por meio dele. A médica pondera que, ciente desses riscos, pais e profissionais de saúde podem ser capazes de intervir e encontrar maneiras de evitar os problemas
http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,3055702,Criancas-concebidas-por-metodos-artificiais-tem-mais-tendencia-ao-autismo.html
Uma pesquisa israelense mostrou que crianças concebidas por meio de inseminação artificial (fertilização in vitro) têm três vezes mais possibilidades de serem autistas. Segundo o estudo dos médicos do Assaf Harofeh Medical Center, próximo de Tel Aviv, 10,5% das crianças pesquisadas que foram diagnosticadas com o problema tinham sido concebidas por meios artificiais – um número bem maior do que a porcentagem de autistas (3,5%) em relação à população total de Israel.
A principal autora do estudo, Ditza Zachor, diretora do centro de autismo do hospital, diz que os resultados da pesquisa, contudo, não devem desencorajar pais inférteis de utilizar a inseminação artificial, já que a maioria das crianças concebidas por esse método não tem autismo e a maioria das crianças com autismo não foi concebida por meio dele. A médica pondera que, ciente desses riscos, pais e profissionais de saúde podem ser capazes de intervir e encontrar maneiras de evitar os problemas
http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,3055702,Criancas-concebidas-por-metodos-artificiais-tem-mais-tendencia-ao-autismo.html
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Tratamento usa estimulação cerebral por corrente para autismo e vício
Indolor e não invasiva, a técnica é cada vez mais utilizada em pesquisas que tentam desvendar o funcionamento da mente humana
Silvia Pacheco
Publicação: 21/09/2010 08:00 Atualização: 21/09/2010 09:33
O botão gira e a corrente elétrica corre, atravessando o cérebro. Na cabeça do paciente, porém, apenas cócegas, nada mais. Diferentemente dos temíveis eletrochoques utilizados décadas atrás pela psiquiatria, a estimulação cerebral por corrente elétrica contínua (tDCS, na sigla em inglês) é indolor e nada invasiva, e torna-se cada vez mais comum em laboratórios do mundo que pesquisam o funcionamento do cérebro. E estudos conduzidos por brasileiros apontam que a técnica é capaz de ajudar na elaboração de tratamentos de vícios e na melhor compreensão do autismo (1).
Entre outras consequências, o autismo faz com que o indivíduo tenha dificuldade de julgar o estado emocional das pessoas. “Alguém saudável consegue saber, pela análise das expressões faciais, se o outro está triste, alegre etc. Com o autismo, isso é alterado”, explica o neurocientista Paulo Boggio, chefe do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em um estudo feito em parceria com o neurocientista da Escola de Medicina de Harvard Felipe Fregni, Boggio achou fortes indícios de que essa incapacidade dos autistas está relacionada a uma região do cérebro chamada lobo temporal.
Para chegar a essa conclusão, a dupla utilizou a tDCS em voluntários sem qualquer patologia neurológica ou psicossocial. Os participantes do estudo tinham o lobo temporal estimulado eletricamente enquanto precisavam fazer um reconhecimento de expressões faciais mostradas na tela de um computador. “Observamos que homens estimulados nessa região diminuíram o desempenho, ficaram piores no julgamento das expressões. E as mulheres melhoraram”, conta Boggio. “É como se tivéssemos simulado um comportamento autista”, complementa Fregni. O autismo, é preciso lembrar, afeta com muito mais frequência homens que mulheres.
A descoberta animou os dois pesquisadores, que estudam formas de, por meio do estímulo por corrente contínua, ajudar pessoas que sofrem com o transtorno. “Uma vez que conseguimos interferir no desempenho de voluntários saudáveis, será que conseguimos interferir em pessoas autistas? Essa é uma meta bem ambiciosa que estamos investigando”, diz Boggio.
Imagem
As primeiras descrições sobre a TDCS datam de 1831. Porém sua utilização foi deixada de lado porque os pesquisadores não conseguiam saber se ela surtia o efeito desejado. No fim dos anos 1990, com o desenvolvimento da tecnologia de neuroimagem, que permite aos cientistas observarem a reação do cérebro sob os mais variados estímulos, as investigações sobre a técnica foram retomadas.
Boggio explica que a tDCS pode ser usada para aumentar ou inibir a atividade cerebral. “Posso estimular uma determinada região para o desempenho de uma tarefa de memória ou modular essa estrutura, facilitando ou piorando seu desempenho”, diz. “Com isso, aumentamos a possibilidade de entender o efeito no comportamento da pessoa e no sistema nervoso”, completa.
Paulo Boggio fala sobre a estimulação cerebral por corrente contínua, usada em estudos sobre autismo e outros distúrbios
O especialista explica que a técnica é utilizada de duas maneiras: em pesquisas de ciência básica e aplicada. Na primeira, o neurocientista busca entender a relação de uma estrutura do cérebro com determinada função. Estudos podem, por exemplo, avaliar que efeitos surgem na capacidade visual das pessoas quando elas têm o córtex occipital estimulado. Na ciência aplicada, por sua vez, a tDCS é usada como ferramenta de reabilitação. Por exemplo, para ajudar pacientes que tenham sofrido alguma lesão e perdido uma função motora.
“A discussão hoje é como reorganizar a atividade cerebral, de maneira que seja duradoura. Isso no caso das patologias neurológicas. No caso da parte cognitiva, a ideia e conhecer a relação entre cérebro e comportamento. Por isso, a tDCS pode ser utilizada tanto para diagnosticar patologias neurológicas como neuropsiquiátricas”, diz Boggio.
Decisão
Uma linha de pesquisa muito promissora diz respeito ao processo de tomada de decisão. Em testes de laboratório, voluntários participam de um exercício no qual recebem uma oferta e precisam escolher que tipo de investimento gostariam de fazer em cada proposta que recebem. As ofertas incluem maiores ou menores riscos.
Nesse exame, os pesquisadores conseguiram identificar que, dependendo das estruturas estimuladas no cérebro, consegue-se aumentar ou diminuir o grau de risco assumido pelas pessoas. Os cientistas também demonstraram que a tomada de decisão é diferente em função da idade. Dependendo da idade do participante, a estimulação pode aumentar o grau de risco ou de cautela.
Ao terem o córtex pré-frontal direito estimulado, os voluntários jovens se mostraram mais conservadores, enquanto os participantes acima de 60 anos pareciam dispostos a se arriscarem mais. “Levando isso para a vida prática, vemos aí a quantidade de idosos que frequentam bingos ou de indivíduos que acabam caindo em golpes”, exemplifica Boggio.
Nesse sentido, as pesquisas podem ajudar no combate a diferentes tipos de vício. De acordo com o cientista, por trás do uso de drogas, da compulsão alimentar e de patologias relacionadas a algum vício existe o mecanismo decisório, que coloca uma série de variáveis subjetivas em julgamento. Boggio relata que ao estimular o córtex pré-frontal direito em pessoas que sofrem de alcoolismo, os resultados foram muito positivos. “Conseguimos diminuir a fissura (vontade de consumir álcool) com a tDCS. Porém vale ressaltar que foi usada apenas uma sessão”, atesta.
Boggio destaca que o uso da tDCS demonstrou a importância dessa estrutura cerebral no controle de busca para uma determinada substância. “O que fizemos foi abrir uma porta para novos estudos, que vão investigar os efeitos a longo prazo. Por enquanto, a técnica se mostra apenas uma promessa”, lembra.
1 - Dificuldade de interação
O autismo é uma alteração que afeta a capacidade de comunicação, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela não tem interesse nas brincadeiras ou simplesmente “vive em seu mundo”, mas porque ela tem dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa. O autismo é de duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas e não permite o desenvolvimento das relações sociais normais. Os sinais da desordem normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos 3 anos. Sua causa ainda não é conhecida
Silvia Pacheco
Publicação: 21/09/2010 08:00 Atualização: 21/09/2010 09:33
O botão gira e a corrente elétrica corre, atravessando o cérebro. Na cabeça do paciente, porém, apenas cócegas, nada mais. Diferentemente dos temíveis eletrochoques utilizados décadas atrás pela psiquiatria, a estimulação cerebral por corrente elétrica contínua (tDCS, na sigla em inglês) é indolor e nada invasiva, e torna-se cada vez mais comum em laboratórios do mundo que pesquisam o funcionamento do cérebro. E estudos conduzidos por brasileiros apontam que a técnica é capaz de ajudar na elaboração de tratamentos de vícios e na melhor compreensão do autismo (1).
Entre outras consequências, o autismo faz com que o indivíduo tenha dificuldade de julgar o estado emocional das pessoas. “Alguém saudável consegue saber, pela análise das expressões faciais, se o outro está triste, alegre etc. Com o autismo, isso é alterado”, explica o neurocientista Paulo Boggio, chefe do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em um estudo feito em parceria com o neurocientista da Escola de Medicina de Harvard Felipe Fregni, Boggio achou fortes indícios de que essa incapacidade dos autistas está relacionada a uma região do cérebro chamada lobo temporal.
Para chegar a essa conclusão, a dupla utilizou a tDCS em voluntários sem qualquer patologia neurológica ou psicossocial. Os participantes do estudo tinham o lobo temporal estimulado eletricamente enquanto precisavam fazer um reconhecimento de expressões faciais mostradas na tela de um computador. “Observamos que homens estimulados nessa região diminuíram o desempenho, ficaram piores no julgamento das expressões. E as mulheres melhoraram”, conta Boggio. “É como se tivéssemos simulado um comportamento autista”, complementa Fregni. O autismo, é preciso lembrar, afeta com muito mais frequência homens que mulheres.
A descoberta animou os dois pesquisadores, que estudam formas de, por meio do estímulo por corrente contínua, ajudar pessoas que sofrem com o transtorno. “Uma vez que conseguimos interferir no desempenho de voluntários saudáveis, será que conseguimos interferir em pessoas autistas? Essa é uma meta bem ambiciosa que estamos investigando”, diz Boggio.
Imagem
As primeiras descrições sobre a TDCS datam de 1831. Porém sua utilização foi deixada de lado porque os pesquisadores não conseguiam saber se ela surtia o efeito desejado. No fim dos anos 1990, com o desenvolvimento da tecnologia de neuroimagem, que permite aos cientistas observarem a reação do cérebro sob os mais variados estímulos, as investigações sobre a técnica foram retomadas.
Boggio explica que a tDCS pode ser usada para aumentar ou inibir a atividade cerebral. “Posso estimular uma determinada região para o desempenho de uma tarefa de memória ou modular essa estrutura, facilitando ou piorando seu desempenho”, diz. “Com isso, aumentamos a possibilidade de entender o efeito no comportamento da pessoa e no sistema nervoso”, completa.
Paulo Boggio fala sobre a estimulação cerebral por corrente contínua, usada em estudos sobre autismo e outros distúrbios
O especialista explica que a técnica é utilizada de duas maneiras: em pesquisas de ciência básica e aplicada. Na primeira, o neurocientista busca entender a relação de uma estrutura do cérebro com determinada função. Estudos podem, por exemplo, avaliar que efeitos surgem na capacidade visual das pessoas quando elas têm o córtex occipital estimulado. Na ciência aplicada, por sua vez, a tDCS é usada como ferramenta de reabilitação. Por exemplo, para ajudar pacientes que tenham sofrido alguma lesão e perdido uma função motora.
“A discussão hoje é como reorganizar a atividade cerebral, de maneira que seja duradoura. Isso no caso das patologias neurológicas. No caso da parte cognitiva, a ideia e conhecer a relação entre cérebro e comportamento. Por isso, a tDCS pode ser utilizada tanto para diagnosticar patologias neurológicas como neuropsiquiátricas”, diz Boggio.
Decisão
Uma linha de pesquisa muito promissora diz respeito ao processo de tomada de decisão. Em testes de laboratório, voluntários participam de um exercício no qual recebem uma oferta e precisam escolher que tipo de investimento gostariam de fazer em cada proposta que recebem. As ofertas incluem maiores ou menores riscos.
Nesse exame, os pesquisadores conseguiram identificar que, dependendo das estruturas estimuladas no cérebro, consegue-se aumentar ou diminuir o grau de risco assumido pelas pessoas. Os cientistas também demonstraram que a tomada de decisão é diferente em função da idade. Dependendo da idade do participante, a estimulação pode aumentar o grau de risco ou de cautela.
Ao terem o córtex pré-frontal direito estimulado, os voluntários jovens se mostraram mais conservadores, enquanto os participantes acima de 60 anos pareciam dispostos a se arriscarem mais. “Levando isso para a vida prática, vemos aí a quantidade de idosos que frequentam bingos ou de indivíduos que acabam caindo em golpes”, exemplifica Boggio.
Nesse sentido, as pesquisas podem ajudar no combate a diferentes tipos de vício. De acordo com o cientista, por trás do uso de drogas, da compulsão alimentar e de patologias relacionadas a algum vício existe o mecanismo decisório, que coloca uma série de variáveis subjetivas em julgamento. Boggio relata que ao estimular o córtex pré-frontal direito em pessoas que sofrem de alcoolismo, os resultados foram muito positivos. “Conseguimos diminuir a fissura (vontade de consumir álcool) com a tDCS. Porém vale ressaltar que foi usada apenas uma sessão”, atesta.
Boggio destaca que o uso da tDCS demonstrou a importância dessa estrutura cerebral no controle de busca para uma determinada substância. “O que fizemos foi abrir uma porta para novos estudos, que vão investigar os efeitos a longo prazo. Por enquanto, a técnica se mostra apenas uma promessa”, lembra.
1 - Dificuldade de interação
O autismo é uma alteração que afeta a capacidade de comunicação, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela não tem interesse nas brincadeiras ou simplesmente “vive em seu mundo”, mas porque ela tem dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa. O autismo é de duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas e não permite o desenvolvimento das relações sociais normais. Os sinais da desordem normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos 3 anos. Sua causa ainda não é conhecida
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