"Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza". (Boaventura de Souza Santos)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mãe escreveu fábula para explicar autismo do filho aos amigos

Mãe escreveu fábula para explicar autismo do filho aos amigos
Quinta, 17 de Dezembro de 2009 15:36

A necessidade de explicar as diferenças do filho, uma criança autista, levaram Paula Antunes a escrever a fábula ‘No Mundo da Lua?... Talvez Não...’, hoje apresentado na Escola Básica de Aranguez, em Setúbal. “A história nasceu da necessidade que eu tinha de explicar aos colegas do meu filho, os motivos pelos quais o José Pedro era diferente. Eu ia inventando e contando histórias, colocava-me no papel dos animais, e os miúdos iam percebendo”, disse à Lusa Paula Antunes.
A nova escritora é mãe do José Pedro, um menino de 13 anos com o Síndrome de Asperger, uma doença com algumas semelhanças com o autismo, mas em que as crianças apresentam boas capacidades cognitivas. “É uma fábula muito simples, escrita especialmente para as crianças compreenderem o que é esta problemática”, disse, deixando perceber pontos comuns entre a fábula que escreveu e a sua história de vida. Segundo Paula Antunes, a história começa quando uma das personagens, a Dona Josefa, se apercebe que o seu filhote, o Pedrocas é diferente, não fala, não brinca com os outros, anda sempre de cabeça na lua e só quer saber de plantas.
Apesar das diferenças que o condicionam, o Pedrocas acaba por ganhar o respeito de todos os animais da quinta ao salvar uma vida. Além da história, que pretende sensibilizar a comunidade para a problemática das crianças autistas, o livro incluiu também um conjunto de desenhos de Afonso Sobral, um jovem com dificuldades profundas, mas que, mesmo assim, consegue transportar-nos ao mundo do autismo.
A receita da venda do livro ‘No Mundo da Lua?... Talvez Não...’, patrocinado pela Câmara de Setúbal, reverte integralmente para a APPDA - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, de Setúbal.

http://ultimahora.jornaldamadeira.pt/index.php?/pt/noticias/200912175877/noticias/nacional/mae-escreveu-fabula-para-explicar-autismo-do-filho-aos-amigos.html

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Intervenção ABA em crianças autistas chega a Lisboa

O Centro ABCReal Portugal, em parceria com o Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças, inicia Programa de Intervenção ABA em crianças autistas dos 7 aos 12 anos de idade, na cidade de Lisboa.

Este programa lançado em Fevereiro, na Costa da Caparica, com um percurso de sucesso já realizado, tem a oportunidade de chegar a Lisboa, através do apoio do Centro de Desenvolvimento Diferenças.

A intervenção ABA em crianças autistas dos 7 aos 12 anos tem a duração de 10 horas semanais (das 17h30 às 19h30/20h00, todos os dias da semana) e exerce-se fundamentalmente no domínio da Autonomia, Comunicação e Sociabilização.

Um programa que, depois da escola, ajuda as crianças a melhorar o desempenho em áreas que são mais complicadas, através de uma intervenção terapêutica intensiva providenciada pelo ABA.

DIFERENÇAS

Fundo caixa fã - Outras causas já apoiadas
1º Semestre 2009
aPPT21

Centro de Desenvolvimento infantil e Diferenças

É com vontade de criar um excepcional projecto de vida para todas as crianças com Diferenças, que a equipa da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21(APPT21) e do seu Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS tem vindo a desenvolver desde 1990 um trabalho único do ponto de vista do apoio clínico, terapêutico, escolar e social.

O Centro dá apoio indirecto a mais de 9.000 crianças e directo a mais de 1.200 em todo o país, bem como a formação aos cerca de 100 profissionais que actualmente constituem o universo APPT21/DIFERENÇAS.

São, sem dúvida, o grande Centro de Desenvolvimento Infantil do país e um dos melhores e mais avançados da Europa uma vez que têm os Técnicos que melhor estão preparados para trabalhar com crianças com necessidades educativas Especiais.

A deficiência é, indubitavelmente, um dos maiores dramas que se abatem sobre a espécie humana, em grande parte devido à inexistência de eficazes estruturas de apoio.

Projecto

Desenvolvimento de Aplicação Informática para a (re)-educação da Leitura na Língua Portuguesa:

Este software tem como objectivos primários:

(Re)educação das competências de leitura em crianças com Perturbação Específica da Aquisição Académica da Leitura (Dislexia);
Prevenção e ensino das competências leitoras em crianças em idade pré-escolar e escolar (1º e 2º Ciclos do Ensino Básico)
Esta aplicação, cuja ideia e conteúdos científicos são da inteira responsabilidade de Técnicos da APPT21/Diferenças com uma grande experiência nesta área torna-se pertinente pois:

São vários os autores que definem a idade óptima para a aprendizagem da leitura entre os 5 e os 7 anos de idade, período a partir do qual, quer a aprendizagem, quer a reeducação da leitura se tornam processos morosos e laboriosos, tanto para as crianças, como para os (re)educadores;
Por outro lado a inexistência de metodologias estruturadas e adequadas em suporte informático, no nosso país e em países lusófonos tornará a APPT21/Diferenças pioneira nesta área da intervenção;
As evidências científicas da importância da intervenção precoce, multissensorial e fonológica na (re)educação de crianças em risco (identificado ou não) de dificuldades de aprendizagem da leitura são sempre referenciadas pela maioria dos estudos de investigação.
Esta aplicação informática encontra-se já em fase de construção e tem um orçamento estimado de 224.316,00 euros.

Contactos
Centro de Desenvolvimento Infantil
Centro Comercial da Bela Vista
Av. Santo Condestável, Via Central de Chelas
1900-806 CHELAS
Telf.: 21 839 42 22
Fax: 21 837 17 12
www.diferencas.net
geral@diferencas.net


O Fundo Caixa Fã apoiou estes desenvolvimentos, com a verba de 30.000,00 euros.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Autismo: tratamento precoce traz benefícios

Um estudo pioneiro da Universidade de Washington publicado, na terça-feira
(1), na revista “Pediatrics” destacou a importância do tratamento precoce do autismo em bebês e traz informações valiosas para quem lida com esse problema. O estudo revela que bebês com transtornos do espectro autista podem ter ganhos de comunicação, de interação social e de QI quando submetidos a uma intervenção intensiva a partir dos 18 meses de idade.

A pesquisa envolveu 48 crianças com 18 a 30 meses, separadas em dois grupos. Um deles recebeu 20 horas de um tratamento chamado ESDM (Early Start Denver Model) e cinco horas de terapia aplicada pelos pais, por semana. O grupo de controle foi encaminhado para terapia em centros comunitários de Seattle (EUA). Ao fim dos dois anos de estudo, o QI das crianças do grupo submetido ao ESDM subiu, em média, 18 pontos, em comparação a 4 pontos entre as do grupo de controle. Sete crianças apresentaram uma melhora global significativa o bastante para que recebessem um diagnóstico mais leve.

Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Projeto de Autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o trabalho é original ao revelar eficiência em uma faixa etária infantil mais baixa. “Sabe-se que, quanto mais cedo se tem o diagnóstico, melhor, mas ninguém tinha feito um estudo grande assim.”

O médico defende o tratamento precoce “o mais urgente possível”. “É muito
mais barato investir quando a criança é pequena do que gastar bilhões com adultos e adolescentes, quando não se tem praticamente nada a fazer.”

Diagnóstico

Segundo o chefe do Departamento de Neurologia Infantil da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Luiz Celso Vilanova, nem sempre é possível, aos 18 meses, diagnosticar o autismo infantil. “Mas posso colocar no grupo de distúrbio invasivo do desenvolvimento (dificuldade
de interação social e de comunicação e um repertório restrito de interesses e atividades, como o autismo), quando a criança tem comprometimento de linguagem, de habilidades motoras e comportamentos repetitivos.

O diagnóstico depende ainda do acesso aos serviços de saúde. “Em famílias
mais ricas, tenho visto aos dois anos. Nas famílias de baixa renda, há casos de crianças de cinco anos sem diagnóstico, que terão muito menos ganhos do que se tivessem iniciado o trabalho antes.”

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Raríssimas

Raríssimas

Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz

Medicina
Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz
30 de novembro de 2009



O tratamento de autismo se mostra mais eficaz quanto mais cedo for iniciado. Um estudo realizado nos Estados Unidos constatou resultados animadores em crianças diagnosticadas com a doença e que começaram a ser tratadas de forma mais rigorosa a partir do 1º ano de vida.


Um grupo de pesquisadores da Universidade de Washington concluiu que o tratamento pode amenizar muito os sintomas da doença. Foram avaliadas 48 crianças autistas, entre 1 ano de meio e 2 anos e meio.

Um grupo foi selecionado aleatoriamente para receber um tratamento especializado, conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação - as maiores dificuldades das crianças autistas. A outra parte era atendida de forma menos abrangente e intensa.

Em uma das etapas ao que o primeiro grupo foi submetido, os pais e terapeutas seguram repetidamente brinquedos muito próximos ao rosto da criança, para que ela seja obrigada a manter contato visual. Em outro exercício, a criança é recompensada por usar palavras para pedir brinquedos. Foram quatro horas de atenção dos terapeutas durante cinco dias na semana, e o tratamento era repetido em casa, com os pais, por pelo menos mais cinco horas semanais.

Resultados - Depois de dois anos, o Quociente de Inteligência (QI) das crianças do primeiro grupo subiu, em média, 18 pontos, enquanto os que foram submetidos a outros tratamentos tiveram aumento médio de sete pontos. Reavaliados, quase 30% do grupo foi diagnosticado com uma variação menos severa do autismo, contra apenas 5% do outro grupo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que nenhuma criança foi "curada".

O tratamento cada vez mais cedo do autismo, apesar de receber atenção especial dos especialistas, continua sendo um assunto controverso, já que são escassas as evidências rigorosamente comprovadas de que esse tipo de tratamento realmente funciona. Mesmo assim, o recente estudo é de grande importância e representa uma marco na área, afirmou Tony Charman, especialista em autismo do Instituto de Educação de Londres.

Já é possível diagnosticar autismo em bebês

Já é possível diagnosticar autismo
em bebês e há tratamentos que
permitem a muitas crianças levar
uma vida próxima do normal

Medicina
Resgatados da solidão absoluta

Já é possível diagnosticar autismo
em bebês e há tratamentos que
permitem a muitas crianças levar
uma vida próxima do normal


Anna Paula Buchalla



Fabiano Accorsi

Felipe é atendido pelas psicólogas Leila Bagaiolo (à esq.) e Cíntia Guilhardi. A terapia comportamental tem sido uma ferramenta bastante útil na missão de integrar os autistas à sociedade



"Meu filho Felipe é autista. Ele é um garoto feliz e brincalhão. Mas não foi sempre assim. Quando completou 1 ano e 8 meses, entrou num processo regressivo. Foi perdendo as palavras e as brincadeiras que havia aprendido até então. Era como se eu estivesse perdendo o meu filho." O depoimento é da médica Simone Pires, de 33 anos. Ela chegou a ouvir de um neurologista que Felipe seria incapaz de formar vínculos afetivos e que o melhor seria que o menino ficasse em casa, trancado em seu próprio mundo. Felipe hoje tem 5 anos. Freqüenta a escola, tem amigos, pratica natação. Desde os 2 anos, submete-se a um tipo de terapia comportamental, a ABA (sigla em inglês para Análise Aplicada do Comportamento), criada para tirar o autista do isolamento em que vive e promover a sua inclusão na sociedade. Por meio dela, ensina-se o autista a desenvolver habilidades, como brincar e interagir com amigos, olhar nos olhos de quem lhe fala, demonstrar afeto. Recentemente, para aplacar a angústia da avó depois de um susto, Felipe beijou-a e disse: "Passou. Passou". Até pouco tempo atrás, esse comportamento seria inimaginável para um autista. O progresso de Felipe é resultado dos avanços conquistados no diagnóstico e no tratamento do distúrbio, sobretudo na última década.

Hoje é possível saber se uma criança de 3 meses sofre de autismo, um tipo de perturbação que faz com que ela não interaja com o mundo exterior. O diagnóstico é feito por intermédio de testes de comportamento e questionários respondidos pelos pais. Quanto antes iniciado o tratamento, melhores são os prognósticos. Algumas crianças respondem melhor, outras nem tanto, mas sempre haverá algum ganho com a intervenção precoce. Em alguns casos, como o de Carolina, de 4 anos, o sucesso é praticamente completo. Do silêncio e da reclusão absoluta em que viveu até um ano e meio atrás, a menina passou a conversar com fluência impressionante. Seu desenvolvimento cognitivo e social a levou a níveis bastante próximos dos de uma criança sem problemas.



Carol do Valle
CRIANÇA FELIZ
Carolina é um caso exemplar do sucesso da intervenção precoce. Há dois anos, ela não falava nem fazia contato visual. "Eu podia chorar na frente dela que minha filha não esboçava nenhuma reação. Fui logo procurar ajuda, mas não foi fácil no começo. Cheguei a ouvir de um pediatra que o problema era meu e não dela", diz Luciana, sua mãe. Em tratamento desde então, Carolina é hoje, aos 4 anos, uma criança feliz, que brinca, conversa, tem amigos e freqüenta a escola

Dos sinais que permitem identificar o distúrbio em crianças muito pequenas, o mais claro é a esquiva: elas evitam olhar nos olhos dos pais e não dão nem gostam de receber carinho, o que os especialistas chamam de obstrução na circulação do afeto. No entanto, a maioria dos pais só costuma notar que há algo errado por volta de um ano e meio. É quando se percebe uma defasagem no nível de linguagem da criança ou fica claro que ela evita brincar com outros meninos e meninas. O autismo leva a criança a viver num mundo em que não existe a noção de fantasia. As brincadeiras de faz-de-conta, essenciais ao desenvolvimento intelectual, porque ajudam a criar as sinapses necessárias à aquisição de conceitos abstratos, não fazem parte de seu universo. Uma caneta na mão de uma criança autista jamais viraria um microfone, por exemplo. "Quando é o primeiro filho, é muito difícil identificar os sintomas, já que não se tem parâmetros de comparação dentro de casa", diz Penélope, mãe de Isabela, de 4 anos, e de João, de 1 ano e 5 meses. "Se o meu caçula tivesse nascido primeiro, com certeza eu teria identificado o autismo de Isabela bem antes."

Além do comprometimento da linguagem verbal, da dificuldade de interagir socialmente e das alterações de comportamento, o autista repete incessantemente uma mesma atividade. Os especialistas acreditam que se trata de uma forma de eles se certificarem da própria existência. O autismo pertence a uma classe de distúrbios conhecida como transtornos globais do desenvolvimento, que inclui também a síndrome de Asperger, um problema que costuma ser confundido com o autismo, por apresentar sintomas muito parecidos. A diferença é que os portadores de Asperger não apresentam déficit de linguagem e, nos casos extremos, têm capacidade de memorização bem acima da média – como o personagem de Dustin Hoffman no filme Rain Man.

Passados mais de sessenta anos desde que foi descrito pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner, o autismo ainda não tem suas causas inteiramente esclarecidas. Supõe-se que haja um componente genético. Pesquisas indicam que o distúrbio tende a ser mais freqüente entre filhos de matemáticos, físicos ou engenheiros – pessoas dotadas de grande raciocínio lógico. A partir desse dado, alguns especialistas deduzem que os autistas contam com um cérebro radicalmente "masculino". Ou seja, com estruturas voltadas exclusivamente para o lado da racionalidade, em detrimento daquelas ligadas a aspectos emocionais. A reforçar essa tese, para quatro meninos com o problema, há apenas uma menina na mesma condição. O que se tem por certo é que algumas conexões neurais do cérebro de um autista são falhas. O trabalho mais recente sobre o assunto foi divulgado na semana passada por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Por intermédio de exames de imagem, eles mostraram que essas conexões inadequadas comprometem a comunicação entre diversas áreas cerebrais. "Acredito que, com os progressos da neurociência, nos próximos dez anos haverá ganhos substanciais no conhecimento desse distúrbio", afirma o psiquiatra Marcos Mercadante, da Universidade Federal de São Paulo.

Ao mesmo tempo em que antidepressivos e remédios contra a hiperatividade ajudam com sucesso a controlar determinados sintomas, a melhor forma de tratar o autismo é tentar integrar o paciente ao mundo. Para que isso aconteça, ele tem de ter à sua disposição, desde cedo, uma equipe multidisciplinar formada por neurologista, psiquiatra, psicólogo e fonoaudiólogo, entre outros. "Dessa forma, antes de começar a freqüentar a escola, a criança é estimulada a entender esse novo universo, onde há outras crianças, regras a ser seguidas e muito trabalho a ser feito", explica a psicóloga Cíntia Guilhardi, da Clínica Gradual, que adotou o método ABA. Como se fosse um SOS Babá, uma terapeuta vai à casa do paciente, faz um trabalho com os pais e acompanha o dia-a-dia da criança, inclusive dentro da sala de aula. Além de ter de se adaptar à nova rotina da filha, Luciana, mãe de Carolina, precisou vencer preconceitos. "A mãe de uma coleguinha não queria mais que elas andassem juntas porque disse que sua filha estava regredindo por causa de Carolina", conta ela. Ainda há um bom trato de ignorância a ser vencido. "A convivência social é importantíssima para quem sofre da perturbação. Um dos principais fatores de estímulo para uma criança autista é outra criança, especialmente se for da mesma escola", diz o psiquiatra e psicoterapeuta infantil Wagner Ranna, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo. No livro Mãe, Me Ensina a Conversar, recém-lançado pela editora Rocco, a carioca Dalva Tabachi, mãe de Ricardo, hoje com 25 anos, aponta também as dificuldades de quem tem uma criança com o problema: "Às vezes a família esconde o filho especial, diferente, tentando evitar a discriminação e o preconceito. Mas a fuga não é o caminho certo".

Uma das maiores fontes de angústia para os pais de uma criança autista é a incerteza sobre o futuro do seu filho. Enquanto pais de meninos e meninas saudáveis conseguem prever a evolução de seus pequenos, os pais de quem apresenta o problema tateiam no escuro, já que cada caso tem suas particularidades. Sem contar o impacto em toda a família. Muitos casais se separam, enquanto outros abandonam a idéia de mais um filho. "Ter o Danny é como ter o stress de um recém-nascido permanentemente em casa", disse o escritor inglês Nick Hornby, cujo filho de 13 anos é autista, em entrevista ao jornal The Guardian. As perguntas que os pais mais fazem aos especialistas são: "O que acontecerá ao meu filho? Ele poderá ter uma vida normal?". Em que pesem todos os avanços, o prognóstico é incerto, dependendo do grau do distúrbio, das peculiaridades de suas manifestações, do tipo de assistência que a criança recebe e do ambiente em que ela vive. "A única forma de sobreviver é não se apegar ao que não vai acontecer. É viver dia após dia, saboreando o prazer de estar com seu filho", diz Hornby. Não se deve, portanto, suprimir o presente, que é o tempo em que todos – autistas ou não – vivem de verdade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A modelo Heather Kuzmich é Asperger.

A modelo Heather Kuzmich é Asperger.
Postado Em 10/18/2008 20:56:21 por LiliBarb





Modelo com doença similar ao autismo destaca-se no 'America's next top model'
Heather Kuzmich tem dificuldade de socialização e é alvo de piadas das outras meninas.
Desajeitada e direta, ela conquistou o coração do público americano.


Heather Kuzmich tem a desordem neurológica conhecida como síndrome de Asperger. Ela é socialmente desajeitada, tem problemas para olhar olho no olho quando fala com alguém e às vezes é alvo das piadas das pessoas que moram com ela. Mas o que faz com que Kuzmich, de 21 anos, seja diferente dos outros portadores de Asperger é o fato de que seu esforço para conviver com a doença esteja sendo exibido em cadeia nacional nos EUA nas últimas 11 semanas. Ela é uma das 13 jovens selecionadas pela supermodelo Tyra Banks para competir no popular reality show “America´s Next Top Model”.

A adição de Heather Kuzmich a um programa que normalmente seria superficial deu a milhões de telespectadores uma visão incomum e fascinante do mundo pouco compreendido do Asperger. O problema, considerado uma forma de autismo, caracteriza-se por interação social e habilidades de comunicação fora do comum.

Os "aspies", como as pessoas com a doença se auto-intitulam, com freqüência têm inteligência normal ou acima da média, mas têm problemas em fazer amigos e não têm a habilidade intuitiva para avaliar situações sociais. Elas também não conseguem fazer contato olhando nos olhos de outra pessoa e com freqüência apresentam uma fixação em alguma idéia, algo que pode acabar se tornando bizarro ou brilhante. Por definição, as pessoas com Asperger estão fora do comum.

Mesmo assim, em meses recentes, a síndrome ganhou lugar de destaque. “Look me in the eye” (“Olhe nos meus olhos”), um livro de memórias sobre a vida com Asperger escrito por John Elder Robison, que já criou efeitos especiais para bandas como o Kiss, se tornou um best seller. Em agosto, o crítico musical vencedor do prêmio Pulitzer, Tim Page, escreveu um comovente artigo para o "The New Yorker" sobre a vida com Asperger não-diagnosticado.

Robison afirma que o apelo popular dessas histórias talvez se deva, em parte, à tendência que as pessoas com Asperger têm de ser dolorosamente diretas -– elas não tem o filtro social que impede que outras falem o que lhes passa pela cabeça. “É importante porque o mundo precisa saber que existem enormes diferenças de comportamento humano”, disse Robison, cujo irmão é o escritor Augusten Burroughs.

“As pessoas estão muito dispostas a descartar alguém porque essa pessoa não responde como elas gostariam. Eu acho que livros como o meu transmitem ao mundo a mensagem de que cabe mais a nós do que a eles fazer isso”.

Mas, enquanto Robison e Page contam a história sobre conseguir conviver coma doença a partir da perspectiva de homens com 50 anos, Heather Kuzmich está apenas começando sua vida adulta com o problema. E é muitas vezes doloroso assistir sua transição de uma adolescente socialmente desajeitada para uma adulta socialmente desajeitada.

Uma talentosa estudante de artes de Valparaíso, Indiana, ela tem uma aparência esbelta e angulosa que é perfeita para a indústria da moda. Mas sua beleza não encobre os desafios representados pela síndrome de Asperger. O programa exige que ela more numa casa com mais 12 aspirantes a modelo e ali os comentários maliciosos e críticas pelas costas são comuns. Logo no início do programa, ela parece socialmente isolada, as outras meninas cochicham sobre ela de modo que Heather possa escutar e o público pode ver a jovem portadora de Asperger chorando ao telefone em conversa com sua mãe.

Uma das meninas fica frustrada porque Heather, concentrada em arrumar sua mala, não ouve um pedido para que saia da frente. Em dado momento, as outras riem quando escolhem suas camas e Heather fica sem lugar pra dormir. “Eu gostaria de entender a piada”, lamenta Heather. “Você. Você é a piada”, retruca outra modelo, Bianca, uma estudante universitária de 18 anos que é de Queens, Nova York.

Mas, ao mesmo tempo em que os estranhos maneirismos de Heather a separam das moças que moram com ela, essas características acabam se traduzindo em um estilo fashion ultra moderno em suas sessões de fotos. Em entrevistas para televisão, ela muitas vezes olha para o lado, incapaz de estabelecer um contato olho no olho. Mas Tyra Banks, a modelo dos anos 60 Twiggy e o fotógrafo Nigel Barker, que aparecem no programa de TV, ficam impressionados com a habilidade que a jovem tem de fazer contato com câmera.

O pop star Enrique Iglesias ficou tão encantado com sua aparência que a escolheu para um papel em seu próximo vídeo clipe. Em uma entrevista na semana passada, Kuzmich minimizou o conflito com as outras participantes, dizendo que conversas muito mais “civilizadas” ocorreram nos bastidores sem que fossem transmitidas. “Elas não tiraram tanto sarro assim de mim”, disse ela.

Ela fez teste para o show, explicou a modelo, em parte para testar seus próprios limites. “Foi uma época de minha vida em que pensei: ou Asperger vai definir quem eu sou ou serei capaz de contornar o problema”, disse ela.

Para sua surpresa, ela foi votada como a favorita dos telespectadores ao longo de oito semanas seguidas, fazendo com que fosse uma das concorrentes mais populares do show em quatro anos e meio de história. “Estou acostumada com as pessoas meio que me ignorando”, disse ela em entrevista. “No início eu estava preocupada por achar que ririam de mim porque sou tão esquisita. Mas tive a reação exatamente oposta”.

Heather chegou ao grupo das “top five”, mas se confundiu com sua fala na hora de filmar um comercial. Mais tarde, ela ficou completamente perdida em Pequim e conseguiu encontrar apenas um dos cinco estilistas. Ela foi eliminada na semana passada, mas desde então já apareceu nos programas “Good Morning America” (“Bom Dia América”) e no “Access Hollywood” (“Acesso a Hollywood”). Ela diz que espera continuar sua carreira de modelo e se tornar uma porta-voz nacional para a causa dos portadores de Asperger.

“Eu não tinha idéia de que isso seria algo tão grande”, declarou ela. “Minha mãe está muito entusiasmada. Ela viu que quando eu era criança não tinha amigos e acompanhou meu esforço. Ela está feliz que as pessoas agora estão começando a compreender isso.”

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Antipsicóticos causam aumentos drásticos de peso em crianças

As crianças e os adolescentes que tomam antipsicóticos para o tratamento de doenças como a esquizofrenia, a doença bipolar e o autismo tendem a apresentar um forte aumento de peso, alerta um amplo estudo apresentado no Journal of the American Medical Association (JAMA), noticia o site Saúde na Internet.

A investigação, liderada por Christoph Correll, do Zucker Hillside Hospital, em Nova Iorque, EUA, teve como objectivo avaliar a segurança e a eficácia da recente classe de antipsicóticos no tratamento dos jovens. No trabalho, a equipa acompanhou 272 doentes, com idades entre os quatro e os nove anos, os quais estavam a tomar antipsicóticos pela primeira vez. Os pacientes foram tratados para distúrbios do espectro do estado de ânimo, espectro de esquizofrenia e espectro de conduta agressiva.

Quinze doentes, que serviram como grupo de controlo, descontinuaram a medicação antipsicótica por um período de quatro semanas.

O estudo centrou-se em quatro antipsicóticos prescritos com muita frequência às crianças: aripiprazol, olanzapina, quetiapina e risperidona.Ao longo de 11 semanas, em média, as crianças tratadas com olanzapina aumentaram 8,5 kg, os que tomaram quetiapina, 6,1 kg, o grupo que recebeu risperidona, 5,3 kg e os tratados com aripiprazol tiveram um aumento de peso de 4,4 kg. Por seu turno, as crianças pertencentes ao grupo de controlo aumentaram menos de 0,23 kg.
Entre 10 a 36% das crianças tornaram-se obesas ou adquiriram excesso de peso durante o período de tratamento, facto considerado pelo investigador como um “aumento de peso rápido e drástico, maior do que anteriormente se tinha descrito”.

Os medicamentos provocaram efeitos variados nos níveis metabólicos: as crianças que tomaram olanzapina e quetiapina sofreram mudanças adversar significativas nos níveis de colesterol total e de triglicerídeos.

Os investigadores aconselham, por isso, os médicos e as famílias a pesarem cuidadosamente os riscos e os benefícios dos medicamentos contra aqueles distúrbios e a considerar outras opções farmacêuticas e não farmacêuticas. Do mesmo modo, também é importante educar as crianças para adoptarem estilos de vida saudáveis e monitorizar o seu peso e os níveis de lípidos e de glicose no sangue.

Embora este tenha sido o estudo que envolveu um maior número de crianças, ele não foi o primeiro a alertar contra os malefícios da administração destes fármacos a crianças.

2009-11-26 | 14:06
http://www.rcmpharma.com/news/5625/51/Antipsicoticos-causam-aumentos-drasticos-de-peso-em-criancas.html

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O perigo da vacinação excessiva durante o desenvolvimento do cérebro

perigo da vacinação excessiva durante o desenvolvimento do cérebro


O perigo da vacinação excessiva durante o desenvolvimento do cérebro

Uma ligação às desordens do espectro do autismo

Por Russell L. Blaylock, M.D.

Tradução de Claudia Marcelino.



Em 1976, as crianças recebiam 10 vacinas antes de entrarem para a escola. Hoje recebem 36 vacinas. A Academia Americana da Pediatria e o Centro de Controle de Enfermidades asseguram aos pais que é seguro dar não somente estas vacinas, mas que também podem ser dadas ao mesmo tempo com segurança completa.

Isto é verdadeiro? Ou nós estamos sendo grandemente enganados?

A sociedade médica criou um jogo de palavras que são usadas constantemente para impulsionar seu ego e sua autoridade como únicos detentores da verdade médica, baseados no mantra “medicina baseada em evidências” para execrar tudo o que está fora deste procedimento como sendo parte de algo falso e suspeito. Um exame cuidadoso de muitos dos tratamentos médicos aceitados e colocados em prática revela que a maioria tem pouco ou nenhum dado científico baseado em evidências para suportá-los.

Um estudo frequentemente repetido encontrou que quase 80 por cento dos procedimentos médicos não tem nenhum embasamento científico. Isto não significa que a prática médica deva puramente ser baseada na ciência pura e aplicada, como acontece nos campos da física e da química. A medicina, como indicada por muitos dos grandes homens que a fazem e a fizeram, é uma arte. Para uma discussão apropriada sobre medicina eu indico ao leitor meu trabalho intitulado - Regimentation in Medicine and the Death of Creativity - no meu Web site (www.russellblaylockmd.com).



Os exames científicos duplo-cego sobre a segurança das vacinas

A maioria dos médicos reconhece que algumas coisas são óbvias sem estudos placebos controlados e randomizados. Por exemplo, nunca houve tal estudo para ver se despedaçar seu dedo com um martelo será doloroso, mas nós aceitamos este fato sem um estudo controlado. O mesmo é verdadeiro para a remoção de tumores cerebrais ou a sutura de dilacerações severas.

Eu acho muito interessante a incrível exigência por estudos duplo-cegos quando se trata das nossas evidências e não das deles.

Os proponentes da segurança da vacinação podem apenas dizer que são seguros, sem nenhuma evidência de apoio qualquer, e esta afirmação deve ser aceita sem dúvidas. Podem anunciar que o mercúrio é não somente seguro, mas que parece aumentar realmente o QI e, nós devemos aceitar. Podem proclamar que o timerosal é seguro para usar-se nas vacinas sem nunca terem feito um único estudo que prove sua segurança dentro de 60 anos de uso, e nós devemos aceitá-la. Contudo, deixe-me, ou qualquer um mais, sugerir que a vacinação excessiva possa aumentar o risco não somente de autismo, mas igualmente de esquizofrenia e doenças neuro degenerativas, e gritarão como loucos - onde está a evidência? Onde está a evidência? Quando nós produzimos provas em estudos após estudos, proclamam sempre ser prova insuficiente ou estudos inaceitáveis. Na maior parte das vezes apenas ignoram completamente a evidência. Apesar do fato de que nós produzimos dúzias ou mesmo centenas de estudos que não somente mostram a ligação clinicamente como cientificamente, mas também mostram claramente como o dano está sendo feito em um nível molecular. Estes incluem estudos com cultura de células, culturas com células misturadas, estudos organotípicos de tecido, estudos com animais vivos usando espécies múltiplas e mesmo estudos humanos. Aos defensores da segurança das vacinas, nossas evidências nunca são suficientes e, se nós enfrentarmos a realidade - nunca será.



A ligação entre o autismo e o programa de vacinação

Há mais de um milhão de crianças e mesmo adultos com autismo e os números continuam a crescer. Isto é um desastre médico de proporções monumentais.

A ligação ao programa de vacinas é logicamente e cientificamente claro, mas estes mesmos elitistas médicos recusam escutar. Como o que acontece com o fumo e o câncer pulmonar, nós temos bastantes provas hoje para pedir uma parada ao programa vacinal excessivo atual e para proibir todo o nível de mercúrio nas vacinas.

Em 1983, antes que a epidemia do autismo começasse, as crianças recebiam 10 vacinações antes de entrar para a escola e a incidência do autismo era 1 em 10.000. Hoje estão recebendo 24 vacinas antes de 1 ano e 36 antes de entrarem para à escola e a taxa do autismo está agora em 1 para 150 nascimentos. Os “peritos médicos” não forneceram nenhuma outra explanação para esta ascensão dramática e repentina em casos do autismo, apesar de um esforço draconiano para encontrar um. Tentaram dizer que era genético, mas os geneticistas são rápidos em responder que as desordens genéticas não aumentam de repente em tais proporções astronômicas. Disseram então que era por causa do melhor diagnóstico, apesar do fato de que o diagnóstico é óbvio em virtualmente cada caso e que os critérios aceitados oficialmente para o diagnóstico se tornaram mais restritivos, não menos.

Quando surpreendidos por uma falta da evidência, os defensores desta posição nefasta recorrem a sua velha posição - o estudo epidemiológico. Os estatísticos dir-lhe-ão que o estudo menos confiável é um estudo epidemiológico porque é fácil manipular os dados de modo que o estudo lhe diga qualquer coisa que deseje. Cada defesa oferecida por defensores vacinais é baseada em tais estudos e nunca na ciência real. Então anunciam que a questão está resolvida e nenhum estudo adicional precisa de ser feito. Depois que a mídia é informada que a questão está resolvida, aqueles que continuam a apresentar as evidências são considerados teimosos, anarquistas, ignorantes e inconseqüentes, pois levarão a humanidade a retroceder em toda a sorte de doenças.

O desastre do autismo: É provocado pelo homem?

Hoje, os especialistas falam das desordens do espectro do autismo (ASD), que incluem um número de desordens do neuro desenvolvimento relacionadas tais como o autismo clássico, a síndrome de Rett, a síndrome de Asperger, a Desordem Desintegrativa da Infância (CDD) e os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento sem nenhuma especificação (PDD-NOS). Eu observei com os anos que quando os especialistas sabem muito pouco sobre uma desordem, gastam muito tempo nomeando e sub classificando-a periòdicamente.

Despendem também grandes esforços em definir características e sintomas da desordem que devem estar presentes para encaixar nos critérios da classificação. Aqueles que não encontram estes critérios são dispensados numa outra dimensão, isto é, eles são ignorados. No princípio dos anos 80, a incidência do autismo era 1 em 10.000 nascimentos. Em 2005, a incidência tinha pulado para 1 em 250 nascimentos e hoje é 1 em 150 nascimentos e ainda se encontra em crescimento.

Uma das ligações mais fortes para este terrível conjunto de desordens é a mudança drástica nos programas vacinais dos Estados Unidos e de muitos outros países, que incluíram um aumento acentuado no número de vacinas que estão sendo dadas em uma idade muito precoce.

Nenhuma outra explanação da elite médica chegou próximo.

Neste documento eu apresentarei a evidência, algumas que não foram discutidas adequadamente, que fornecem fortemente uma conexão entre a vacinação excessiva e desordens do neuro desenvolvimento. Em um documento que escrevi em 2003, eu indico que remover o mercúrio das vacinas ajudaria a aliviar o problema, mas não o eliminaria. Isto foi baseado em um número de estudos na literatura da neurociência que indicou que uma estimulação imune especial e excessiva repetida, poderia conduzir ao rompimento severo do desenvolvimento e mesmo a uma neuro degeneração do cérebro.

Neste documento e em outro documento de continuação, eu atribuí o mecanismo central à: ativação microglial excessiva e prolongada com uma interação entre citoquinas inflamatórias e subtipos do receptor do glutamato. O estudo de Vargas e outros publicado dois anos mais tarde em 2005, suportam fortemente esta hipótese, com o achado de citoquinas inflamatórias elevadas assim como a presença extensiva e difundida de microglia ativada e de astrócitos em cérebros autísticos examinados entre 5 anos e 44 anos de idade. Isto indicou que a ativação imune do cérebro persistiu por décadas. A pesquisa recente indica que este fenômeno não é raro e pode ser reproduzido no laboratório usando uma variedade de agentes e neurotoxinas de estimulação imunes, incluindo o mercúrio e o alumínio.



Auto-imunidade e vacinações

Uma série de estudos sugere uma ligação entre desordens auto-imunes e o risco de autismo. A sustentação vem dos estudos que mostram um risco aumentado de ASD nas crianças das mães com desordens auto-imunes.1-3 Ainda, nem todos os estudos concordam, desde que pelo menos um estudo feito cuidadosamente não encontrou nenhum elo forte.4

Outros estudos feitos cuidadosamente forneceram a evidência que sugere alguma ligação. Por exemplo, em um estudo foi descoberto que o soro de uma mãe com uma criança autista se ligava imunologicamente a células específicas do cérebro (células de Purkinje) .5 Quando este soro foi injetado em ratas grávidas, seus filhotes demonstraram as mudanças neurológicas sugestivas do comportamento autístico, indicando transferência de auto-anticorpos no rato recém nascido e em desenvolvimento.

Uma série de estudos encontrou auto-anticorpos às várias estruturas do cérebro, tais como os receptores de serotonina, a proteína básica da mielina, a proteína do filamento do axônio do neurônio, o fator de crescimento do nervo e neurofilamentos cerebelares em um número significativamente mais elevado de crianças autistas.6-10

Deve-se compreender que estes auto-anticorpos não são encontrados em todos os casos e que podem ter se desenvolvido em conseqüência do dano causado pela própria doença, mais do que causadores da doença em si. Por exemplo, nós sabemos que após uma batida ou uma lesão na cabeça um número importante de pessoas desenvolverá auto-anticorpos às proteínas do cérebro. Não obstante, os auto-anticorpos podem agravar o dano e prolongar a patologia prejudicialmente.

Igualmente foi demonstrado que o metilmercúrio (dos peixes) e etilmercúrio (em thimerosal) são ambos imunossupressores poderosos e estão associados com uma incidência elevada de auto-imunidade.11 Neste estudo, investigadores encontraram que ao contrário do metilmercúrio, timerosal (etilmercúrio) causa inicialmente imuno supressão e depois uma alta auto-imunidade induzida por TH2 elevado. Atribuíram isto à conversão mais elevada de etilmercúrio ao mercúrio iónico (Hg+) do que é visto com metilmercúrio.

De fato, um estudo encontrou que as tensões dos ratos altamente suscetíveis a desenvolver doenças auto-imunes eram parecidas com os efeitos comportamentais de crianças autistas após a exposição de mercúrio, vimos que o rato que não é geneticamente susceptível a auto-imunidade não desenvolve comportamentos do ASD. 12

É óbvio a partir da incidência extremamente elevada de ASD que estes genes auto-imune-relacionados são muito comuns, mas permanecem silenciosos até que sejam provocados por vacinas ou por outras toxinas ambientais.

Os imunologistas têm concluído agora que as desordens auto-imunes não são o resultado da ativação excessiva de um sistema imunitário normal, mas um pouco da ativação de um sistema imunitário disfuncional.

A pergunta permanece -- O que está causando tamanha deficiência orgânica imune entre a nossa população?



Deficiência orgânica imune - o resultado da “expectativa de dano”

Os estudos mostraram que o número de doenças auto-imunes aumentou nos últimos 30 anos, com a asma, diabetes do tipo 1 e taxas de eczema que aumentaram duplamente. Também há evidência para indicar que determinadas vacinações estão associadas com estas condições auto-imune-relacionadas.13,14

Uma série de estudos mostrou uma incidência aumentada de reações auto-imunes nas crianças com desordens do espectro do autismo (ASD), envolvendo especialmente antígenos do sarampo, antígenos do leite e os anticorpos à gliadina e ao glúten.15-17 Alguns destes foram mostrados reagirem cruzadamente com as proteínas derivadas do cérebro, especialmente aquelas no cerebelo, a estrutura principal afetada nestas desordens.18

Recentemente, os neurocientistas mostraram que muito do dano feito nos casos da auto-imunidade não é devido às reações imunes diretas com estruturas do cérebro, mas resultam um pouco da liberação das tempestades de radicais livres e produtos do peroxidação do lipídeo durante a reação imune, algo que eu chamo de “efeito de uma granada mão em um shopping”. Se você usa uma granada de mão para alvejar uma única pessoa em uma multidão você não somente matará e ferirá o alvo pretendido, mas todos os espectadores também.

Os Neurocientistas P.L. McGeer e E.G. McGeer nomearam este efeito como: efeito do espectador.19

O ataque imune causado pela reação auto-imune danifica um número de estruturas circunvizinhas do cérebro da pessoa autista, especialmente as conexões do cérebro chamadas dendritos e sinapses. Os estudos subseqüentes confirmaram que o dano do espectador é a reação mais destrutiva da auto-imunidade.

Alguns estudos, como referido acima, mostraram que o autismo é muito mais comum nas famílias com uma tendência hereditária para doenças auto-imunes, o que faz sentido porque terão sistemas imunitários disfuncionais.

Também há evidência que as vacinas por si só podem danificar o sistema imunitário de animais imaturos, conduzindo a uma incidência mais elevada de auto-imunidade e desenvolvimento anormal do cérebro.20-24 O mercúrio mesmo em concentrações pequenas, é sabido igualmente induzir a auto-imunidade em uma porcentagem elevada naqueles expostos a ele.11

Ironicamente, substâncias que suprimem uma parcela do sistema imunitário, geralmente a imunidade celular, aumentam a probabilidade da auto-imunidade. Os imunologistas falam sobre a inversão de Th1 e Th2 reciprocamente. Isto pode ocorrer com exposição ao mercúrio assim como em resposta a vacinação.25 Um grande número de doenças auto-imunes são associadas a inversão de Th2.



Como as reações imunes às vacinas diferem dependendo da idade

O sistema imunitário é um sistema muito complexo, que no nascimento ainda está incompleto. Isto significa, e é confirmado nos estudos animais e humanos, que as reações imunes às vacinações diferem em idades diferentes, de modo que os bebês pequenos têm uma reação diferente do que adultos. Isto foi mostrado com a vacina da hepatite B dada agora aos neonatos.

A taxa de maturação do sistema imunitário igualmente difere consideravelmente entre os bebês e as crianças, significando que nós não podemos dizer qual efeito ocorrerá em todas as crianças. Há um grande número de variáveis, incluindo a dieta.

A reação do sistema imunitário à infecção e à imunização pode ser completamente diferente. Normalmente o sistema imunitário confia em um deslocamento da função do linfócito-T para determinar o que é melhor em determinada situação.26

Os linfócitos Th podem existir na forma deTh1, Th0, ou Th2. Quando nenhuma infecção está ocorrendo, o sistema reage na modalidade Th0. Se um vírus invade, comuta rapidamente à fase Th1, que permite que as células imunes segreguem um grupo de citoquinas que matam vírus. Igualmente ativa os linfócitos imunes que matam vírus e bactérias.

Em outras vezes, o sistema imunitário precisa de um conjunto inteiramente diferente de sinais e células, que são fornecidos pela fase Th2. A fase Th2 favorece a produção de anticorpos, fornecida principalmente pelas células-B, mas no geral reduzem reações imunes.

Os infantes estão na modalidade Th2 durante a vida intra-uterina, para impedir uma rejeição imunológica pela mãe durante a gravidez (bem como a rejeição da transplantação), desde que o bebê é visto como um corpo estrangeiro ao sistema imunitário da mãe.

Após o nascimento, o bebê permanece em uma modalidade Th2, mas tem uma habilidade limitada de comutar ao Th1 que é a modalidade defensiva se houver a necessidade, como em uma infecção. Meses mais tarde que o bebê comuta à modalidade Th1 adulta.

Se o sistema imunitário do bebê permanece em uma modalidade Th2, ele tem um risco elevado de desenvolver uma desordem auto-imune, tal como o eczema, a asma ou outras alergias.

Atualmente, as autoridades vacinais recomendam que cada bebê seja vacinado com a vacina da hepatite B no nascimento. Mas, isto é seguro?

Um estudo recente olhou a reação imune em infantes recém-nascidos até a idade de um ano que tinham recebido a vacina de Hepatite B para considerar se sua reação imune diferiu dos adultos que tomaram a mesma vacina.27 O que encontraram foi que o infante, mesmo depois da idade um ano, reagiu diferentemente. Seus níveis de anticorpos eram substancialmente mais elevados do que nos adultos (3 vezes mais) e permaneceram mais altos durante todo o estudo.

Essencialmente, descobriram que os bebês responderam à vacina tendo uma resposta Th2 intensa que persistiu por muito mais tempo que deveria, uma resposta completamente anormal.



As crianças autistas são mais inclinadas a desenvolver doenças auto-imunes e infecções

As crianças autistas foram descritas como tendo uma predominância Th2, o que explica sua propensão a desenvolver doenças auto-imunes e a ser mais suscetível às infecções infantis.20, 28-30

As citoquinas pró-inflamatórias elevadas, particularmente TNF-alfa, foram descritas nos estudos de perfil do citoquinas em crianças autistas. Como nós veremos mais tarde, uma produção adicional de citoquinas das células-B e a supressão da atividade do linfócito-T TH1, como considerada no autismo, são associadas com uma incidência elevada de dano neurológico por excitotoxinas.

Diversas coisas sobre estas respostas imunes são importantes para todos os pais, incluindo efeitos de tal sobre-estimulação imune durante a gravidez. Por exemplo, mostrou-se que a estimulação imune adicional, como ocorre com a vacinação, pode significativamente aumentar o risco de uma mulher grávida ter uma criança com autismo ou esquizofrenia mais tarde na vida, dependendo de quando a vacina é dada.31.32

Mais, as respostas Th2 persistentes causadas pela vacina de Hepatite B põe sua criança em um grande risco de desenvolver uma desordem auto-imune e de danificar a habilidade do seu bebê de lutar contra infecções. Isto significa que imediatamente depois do nascimento esta vacina põe sua criança em um risco maior de todas as infecções relativas a infância, incluindo a meningite da gripe H., a meningite meningocócica, o rotavírus, o sarampo, a varicela, etc.

Não somente isso, mas os estudos numerosos mostraram que tal supressão imune aumenta extremamente o número de complicações severas associadas com estas infecções, isso significa que se sua criança for exposta ao sarampo ou à varicela é mais provável eles sofrerem danos neurológicos, convulsões ou outras desordens sistemáticas. 12, 33,34

Quando isto ocorre, ao invés de admitir que a ciência indica que o programa vacinal é a causa das complicações e das mortes, os proponentes vacinais gritam que isto demonstra outra vez a necessidade para que sejam feitos maiores esforços para que vacinem nossas crianças.



Supressão imune pelas vacinas que contém vírus vivo

Igualmente sabe-se que determinados vírus suprimem poderosamente a imunidade, tal como o vírus do sarampo.35

A vacina MMR contém vivo sarampo vírus vivo de sarampo e um recente estudo têm mostrado que a imune supressão depois da vacinação com este vírus suprime a imunidade profundamente durante seis meses.36-41 De fato, o CDC recomenda separar esta vacina de outras vacinas com vírus vivo para impedir o aumento viral (ainda, combinam-no com outros dois vírus vivos: da rubéola e da catapora).

Contudo, nunca fazem a pergunta óbvia - esta vacina igualmente não faria a criança mais suscetível a outras infecções naturais tais como a meningite da gripe do hemófilos B, a meningite meningocócica, a infecção persistente do sarampo, a infecção da gripe e mesmo a varicela? Isto foi sugerido fortemente por uma série de estudos.42

Não somente seriam mais suscetíveis as complicações severas, mas até mesmo as mortes seriam mais comuns também.

Quando a morte e as complicações severas ocorrem devido a estas infecções, os pediatras, o CDC e a academia americana da pediatria usam isto como uma justificação para mais vacinas, nunca admitindo que a incidência do aumento destas infecções e complicações foi causada por suas recomendações vacinais precedentes.

Este risco é especialmente elevado nas famílias com outras crianças ou nas crianças que freqüentam creches. Com um sistema imunitário suprimido prolongado, a exposição a outras crianças doentes põe esta criança em um risco elevado de contrair uma infecção e de ter complicações ou de morrer pela infecção adquirida.

Estudos têm também mostrado que as vacinas cobrem somente algumas cepas de um vírus ou bactérias que têm naturalmente um grande número de cepas (algumas acima de cem), e podem mutar para uma cepa dominante de forma que a cepa não inclusa na vacina se torna dominante causando a doença. Nós vemos isto com o vacina meningocócica e pneumocócica.43-45

Isto é discutido na literatura científica, mas o público nunca é informado. A maioria dos pediatras está completamente por fora desta situação.

Quando combinado com o mercúrio, que é igualmente uma substância de supressão imune, o efeito é ainda maior. Fluoroalumínio, formado em água fluoretada, igualmente interfere com a função imune, como fazem muitos insecticidas e herbicidas usados em nossas casas.46

É esquecido frequentemente, a evidência substancial de que os óleos ômega-6 induzem poderosamente a inflamação e a supressão imune quando consumidos em grandes quantidades. Aqueles que comem uma dieta ocidental estão consumindo 50 vezes quantidades mais elevadas deste tipo de óleo (chamado ácido linoleico) do que o necessário para a saúde. Estes óleos incluem óleos de milho, de girassol, de canola, de amendoim e de soja. Assim, nós vemos que a criança média está exposta a um número de substâncias em seus alimentos e ambiente que podem igualmente alterar a imunidade, fazendo-os não somente mais suscetíveis à infecção natural, mas igualmente às complicações vacinais.

Essencialmente, vacinando demais nossas crianças, os responsáveis da Saúde pública estão enfraquecendo seu sistema imunitário, fazendo-as mais suscetíveis a um número de infecções e menos capazes de combater as infecções. Isto dá-lhes uma fonte infinita de “histórias horror” para justificar ainda mais vacinas.

Lembre-se igualmente que o mercúrio, tanto das vacinas, quanto da contaminação de frutos do mar, é um imuno supressor.

Podemos ver que uma mãe grávida que tem enchimentos de amálgama dental, que come uma dieta rica em frutos do mar contaminados e vive em uma área com mercúrio atmosférico elevado, tal como o leste do Texas, estaria em um risco maior de ter uma criança autista do que uma não exposta a estas outras fontes de mercúrio.

Estas diferenças na exposição de mercúrio ambiental nunca são consideradas por aquelas que insistem que todas as crianças tomem as mesmas vacinas, incluindo vacinas com mercúrio tais como a vacina da gripe.



A criança com propensão ao autismo

O que está se tornando óbvio é que determinadas crianças estão em um risco mais elevado de desenvolver o autismo do que outro, por uma variedade de razões.

É igualmente óbvio que estes neonatos e crianças pequenas desenvolvem infecções em uma taxa mais elevada do que crianças menos vulneráveis. Isto pode ser por causa de uma deficiência imune em desenvolvimento, que possa afetar somente uma parcela do sistema imunitário e assim passar facilmente despercebida por seu pediatra. Certamente, tem sido notado que um grande número de casos de deficiências imunes na infância está passando despercebido pelos pediatras, especialmente os casos mais sutis, que podem compor a maioria das crianças propensas as ASD.

Por exemplo, muitos médicos que tratam crianças autistas notaram uma incidência elevada de infecções no ouvido. Estes são tratados com antibióticos de largo-espectro, que conduzem frequentemente a uma incidência elevada de crescimento da cândida no corpo da criança.

Ambas as infecções irão detonar a microglia no cérebro da criança - que é a célula imune específica residente no cérebro. Este efeito de detonação, ativam estas células imunes que estão normalmente em descanso.47 Se estimuladas outra vez dentro de semanas ou mesmo meses, geram altos níveis de radicais livres, de produtos da peroxidação do lipídeo, de citoquinas inflamatórias e de duas excitotoxinas: glutamato e ácido quinólico.48

Os estudos mostraram que este é o mecanismo principal para o dano cerebral relacionado as vacinas e aos vírus.

A incidência elevada de infecções nestas crianças indica a possibilidade de deficiência orgânica pré-existente do sistema imunitário. Como visto, isto igualmente aumenta o risco de uma reação auto-imune.

O palco está montado então para que a cascata do autismo se desenvolva e isto pode ser acionado pela vacinação ou infecções recorrentes. Lembre-se que a microglia foi ativada, tanto por uma infecção natural ou por uma vacinação precoce (tal como a vacina da hepatite B dada logo após o nascimento).

A vacina é diferente de uma infecção natural, pois a vacina produz a estimulação imune do cérebro por períodos muito prolongados.

Provou-se, nos estudos com animais e nos estudos com humanos, que as infecções sistemáticas ou a ativação imune por vacinas, ativam rapidamente o sistema microglial do cérebro e podem, no caso das vacinas, fazer isso por períodos prolongados.49-53 Uma vez que a microglia foi despertada e é reativada por vacinações subseqüentes ou por infecção, a microglia ativada derrama inteiramente seus elementos destrutivos como discutidos acima.

Com uma infecção natural, o sistema imunitário cancela rapidamente a infecção e corta então a ativação imune, assim permitindo o reparo do dano que foi feito. Esta interrupção da microglia é muito importante. Está provado que com estimulação imune provocada repetida e excessivamente por vacinas, a função imunológica da microglia não é interrompida.47

Isto é o que foi encontrado nos estudos de Vargas, em que examinaram os cérebros de 11 autistas entre as idades de 5 anos a 44 anos que morreram sem doenças infecciosas ativas em idade comparável ao controle.54 Isto é, eles encontraram uma ativação difundida de células inflamatórias (microglia e astrócitos) nos cérebros dos pacientes autistas. Isto explica o dano difundido em todo o cérebro visto em todos os casos do autismo.

Este estudo foi um dos que foram conduzidos com o maior cuidado, extensivas observações das reações imunes nos cérebros autísticos nunca feitos e envolvendo immunocitoquímica, ensaios com a citiquina e ensaios com enzimas-ligantes immunoascorbant do tecido do cérebro. Igualmente executaram ensaios similares do líquido espinal em seis pacientes autistas vivos, que confirmaram a ativação imune e a inflamação intensas.

A criança média que recebe todas as vacinas recomendadas terá recebido 24 vacinas até a idade de um ano e 36 até a idade de entrar na escola.

A maioria destas terá um espaço de um mês entre uma e outra, o que significa que o ciclo de despertar e ativar a microglia será contínuo.

E mais, a dose de imuno estimulantes é excessiva. No nascimento recebem 1 vacina, aos dois meses da idade que recebem 6 vacinas adicionais, aos quatro meses de idade 5 vacinas, na idade de seis meses 7 vacinas e na idade de um ano, 5 vacinas.

Além disso, ao seguirem a nova recomendação do CDC, receberão a vacina da gripe todo ano que começa na idade de 6 meses e vai até a idade de 18 anos. Estas vacinas contêm uma grande dose do mercúrio timerosal.

Além do mais, nós devemos considerar o efeito das parcelas do sarampo e da rubéola da vacina tríplice, que começa na idade de 1 ano. A supressão imune profunda, que dura até 6 meses depois que é dada, aumentará não somente o risco de desenvolver outras infecções, mas aumentará o risco de uma reação auto-imune e a persistência do vírus de sarampo no cérebro.

O Citomegalovírus é igualmente um vírus de supressão imune poderoso que contamina geralmente neonatos e crianças pequenas, especialmente se são imunes suprimidos.

Assim, nós vemos que dar uma vacina viva imunossupressora cedo na vida podemos aumentar dramaticamente o risco de desordens auto-imunes, aumentar o dano microglial no cérebro assim como aumentar o risco de infecção por outros vírus de supressão e organismos patogênicos. E, podemos aumentar dramaticamente o risco de sua criança desenvolver uma das desordens do espectro do autismo.

Deve-se igualmente apreciar que as infecções da candida nestas crianças provocam uma reação imune sistemática prolongada, que significa uma resposta imune prolongada do cérebro assim como um agravamento de toda a desordem auto-imune que pode ter sido produzida.



E os aditivos utilizados nas vacinas?

Enquanto o mercúrio tomou toda a atenção, o alumínio (encontrado na maioria das vacinas) tem culpabilidade igual nesta saga chocante.

São adicionadas a maioria das vacinas um número grande de substâncias, usadas durante a fabricação, projetadas como um impulsionador imune (adjunto). Estes incluem a albumina, o alumínio (como o hidróxido de alumínio, o fosfato de alumínio ou o alume igualmente conhecidos como o sulfato de alumínio do potássio), vários ácidos aminados, resíduos de DNA, proteína do ovo, gelatina, o glutamato monossódico (MSG), a proteína MRC-5 celular e vários antibióticos.

Não são listados oficialmente os contaminadores bacterianos e virais, que podem contaminar o material mesmo com partículas ínfimas.

A finalidade dos compostos de alumínio é impulsionar dramaticamente a reação imune à vacina e fazê-la prolongada, desde que algum alumínio permanece no local da injeção por anos.

O alumínio foi adicionado primeiramente às vacinas em 1926. Muitos dos outros componentes adicionados às vacinas igualmente impulsionam a imunidade, especialmente aqueles componentes indesejáveis do sistema imunitário, tais como as células B. Devido a estes adjutores vacinais serem projetados para produzir uma estimulação imune prolongada, tornam-se um perigo particular ao sistema nervoso.

Os estudos mostraram que a ativação imune pode durar por dois anos após a vacinação. Isto significa que as células microgliais do cérebro são estimuladas igualmente com a mesma duração, e possivelmente por muito mais tempo. Uma síndrome emergente nova chamada miofascite macrofágica foi atribuída ao adjutor de alumínio nas vacinas e é associada especialmente com a vacina de hepatite B e a vacina de tétano.

As vítimas desta síndrome sofrem de dores severas nos músculos e nas juntas e fraqueza severa. Os estudos subseqüentes, desde que a síndrome foi descrita primeiramente na França, indicam danos espalhados no cérebro, severo também, como confirmado por imagens MRI.

Esta síndrome cerebral foi descrita em crianças americanas também.

Sabe-se que o alumínio acumula no cérebro e resulta em neuro degeneração.

A evidência para uma ligação entre a neurotoxicidade por alumínio e a doença de Alzheimer continua a crescer fortemente. O alumínio, como o mercúrio, ativa a microglia que conduz o cérebro a inflamação crônica, que é um importante acontecimento tanto no Mal de Alzheimer quanto no Mal de Parkinson.

Flarend e colaboradores estudaram o papel do alumínio utilizado nas vacinas na dose aprovada pelo FDA (0.85 mg por dose) usando alumínio radiolabeled - o hidróxido de alumínio ou o fosfato de alumínio, as duas formas aprovadas para uso em vacinas.

Eles descobriram que o alumínio foi rapidamente absorvido pelo sangue nas duas formas utilizadas, mas que o fosfato de alumínio foi absorvido mais rapidamente e produziu níveis teciduais 2.9 mais altos que o hidróxido de alumínio. Os níveis de alumínio no sangue permaneceram elevados por 28 dias com ambos os adjutores. Níveis de alumínio elevados foram encontrados nos rins, no baço, no fígado, no coração, nos nódulos linfáticos e no cérebro.

Isto indica que o alumínio das vacinas é redistribuído a numerosos órgãos que incluem o cérebro, onde se acumula. Cada vacina resulta nesta quantidade de alumínio retida no tecido. Se nós calculamos a dose de alumínio de 36 vacinas, nós vemos que a dose total é de 30.6 mg e não os 0.85 mg considerados seguros pelo FDA. Naturalmente nem todo este alumínio termina acumulado nos tecidos, mas acumularão quantidades substanciais, especialmente quando adicionados à quantidade dos alimentos e da água bebida. Quando um número de vacinas contendo alumínio são dadas durante uma única visita ao consultório, os níveis de alumínio no sangue elevam-se rapidamente e esta elevação persiste por mais de um mês, todo o tempo infiltrando os tecidos, incluindo o cérebro, com alumínio.

Igualmente sabe-se que o alumínio realça a toxicidade do mercúrio e que alumínio, mesmo de outras fontes, aumenta a inflamação no organismo.

A pergunta que ninguém parece fazer é: o alumínio atua como uma fonte constante de inflamação do cérebro?

Pesquisas, especialmente aquelas que mostram a ativação microglial provocada por alumínio, parecem indicar que sim.

Dr. Anna, Strunecka, uma professora de fisiologia, descobriu que o alumínio se liga prontamente com fluoreto para dar forma ao fluoroalumínio e que este composto pode ativar os receptores de proteína-G, que controla um número de neurotransmissores, incluindo os receptores de glutamato.

Dar múltiplas vacinas contendo alumínio de uma vez, levantaria os níveis no sangue e no tecido muito mais rapidamente do que quando dadas separadamente, assim acontece com o cérebro também.

O fluoreto da água potável, dos alimentos e dos tratamentos dentais reagiria com o alumínio do cérebro, criando a combinação neurotóxica do fluoralumínio. Os estudos mostraram que o fluoreto igualmente acumula no cérebro.



O papel do mercúrio no desenvolvimento do cérebro

O mercúrio igualmente ativa a microglia e faz isso em concentrações abaixo de 0.5 microgramas (3 a 5 nanogramas). Isto está bem abaixo da concentração vista nas vacinas contendo mercúrio que são dadas às crianças. O etilmercúrio, assim como o seu primo metilmercúrio, entra no cérebro muito facilmente e uma vez dentro do cérebro é de-etilado, dando forma ao mercúrio iónico (Hg+).

Está provado que o mercúrio iónico é significativamente mais neurotóxico do que o mercúrio orgânico. Uma vez que é convertido, o mercúrio é difícil, se não impossível, remover. Os estudos que usam macacos demonstraram que o mercúrio iónico está redistribuído no cérebro.

Esta mesma série de estudos igualmente demonstrou que havia uma ativação microglial extensiva no cérebro do macaco e persistiu por 6 meses depois que a dose do mercúrio foi parada, indicando que mesmo quando o mercúrio desaparece do plasma o mercúrio do cérebro permanece.

Isto é importante recordar quando você ouve dos promotores da segurança das vacinas que estudos novos mostraram que o etilmercúrio (em thimerosal) desaparece do sangue dentro de diversos dias. Realmente, o mercúrio sai do plasma e entra no cérebro, onde é de-etilado e permanece por toda a vida.

O que eles não mencionam é que os estudos recentes mostraram que somente 7 por cento do metilmercúrio são convertidos ao mercúrio iónico, e que 34 por cento de etilmercúrio são convertidos em um curto período de tempo. Isto significa que a maior parte da forma mais destrutiva do mercúrio fica retida no cérebro que segue a exposição vacinal com mercúrio do que a exposição ao mercúrio dos peixes.

Igualmente não mencionam que o mercúrio contido nas vacinas e que foi removido do sangue entram na corrente em concentrações elevadas, aonde recircula repetitivamente a cada ciclo vacinal, significando que com cada ciclo o mercúrio tem novo acesso ao cérebro.

O Mercúrio tem outra ligação entre a relação imune/excitotóxica. Vários estudos mostraram que o mercúrio, em concentrações submicromolar, interfere com a remoção do glutamato do espaço extracelular, onde causa excitotoxicidade.118-120

Este sistema de remoção é muito importante, não somente em proteger o cérebro, mas igualmente em impedir alterações anormais na sua formação.121

Como você recordará, a ascensão e a queda cuidadosamente programadas dos níveis de glutamato no cérebro é que permitem os caminhos necessários para o seu desenvolvimento apropriado e de suas conexões (chamadas sinaptogenesis).

Uma outra maneira em que o mercúrio danifica o cérebro é interferindo com sua produção energética.

A mitocôndria do neurônio (a fábrica da energia) acumula mais mercúrio do que qualquer outra parte da célula. Sabe-se que quando você interfere com a habilidade do neurônio de produzir a energia, você amplia extremamente sua sensibilidade a excitotoxicidade, tanto que mesmo as concentrações fisiológicas de glutamato podem se transformar em excitotoxina.122-125

Uma das reações destrutivas da excitoxidade e da toxicidade do mercúrio é a enorme geração de radicais livres e de produtos da peroxidação do lipídio. Essenciais à proteção dos neurónios são as enzimas antioxidantes (catalase, peroxidase da glutationa e SOD). O Mercúrio envenena estas enzimas protetoras.

Um dos sistemas protetores mais importantes é a molécula de glutationa, que está presente em cada célula do corpo. O Mercúrio abaixa dramaticamente os níveis de glutationa por uma série de mecanismos. (Veja o trabalho do Dr. Boyd Haley para mais informação).126

Assim, nós vemos que o mercúrio pode agravar extremamente este mecanismo destrutivo inteiro.

É importante apreciar que por mais importante que o mercúrio seja, ele não é o elemento essencial solitário neste processo. O essencial a este processo é uma combinação de deficiência orgânica imune Pré-existente ou vacina-induzida e de estimulação imune adicional por uma programação vacinal aglomerada.

Eis porque o autismo não partirá, mesmo quando o mercúrio for removido completamente de todas as vacinas.

É igualmente importante apreciar que o mercúrio nunca poderá ser removido de todo o processo por causa das fontes numerosas de mercúrio em nosso ambiente, tal como o marisco contaminado, o mercúrio atmosférico e o amálgama dental.



Porque os homens são afetados mais frequentemente?

Um dos enigmas do autismo é porque ocorre mais com os meninos do que com as meninas. Realmente há um número de toxinas que têm este gênero de seletividade. Os estudos mostraram, por exemplo, que o mercúrio e o glutamato monossódico (MSG) têm maior neurotoxicidade em machos do que em fêmeas.127

A razão parece ser o efeito de aumento da toxicidade que a testosterona provoca128 em ambas as substâncias. 129

O glutamato é o neurotransmissor mais abundante no cérebro e opera com uma série muito complexa de receptores (3 importantes receptores inotrópicos: NMDA, AMPA e receptor de kainato, e 8 receptores metabotrópicos). Como provado, a presença de glutamato fora dos neurônios do cérebro, mesmo em concentrações muito pequenas, é tóxica para os neurónios. Por causa disto, o cérebro é equipado com uma série muito bem elaborada de mecanismos para remover rapidamente o glutamato, primeiramente utilizando as proteínas de captura de glutamato (EAAT1-5). O Mercúrio, o alumínio, os radicais livres, os produtos da peroxidação do lipídio e as citoquinas inflamatórias podem facilmente danificá-las. 130.131

Uma das maneiras mais importantes em que o glutamato regula a função do neurônio é permitindo que o cálcio entre na célula através da liberação do cálcio existente dentro dos depósitos de armazenamento. Quando os canais de cálcio (operados pelo glutamato) são abertos, o cálcio flui para dentro como uma onda de cálcio concentrado. Estes são referidos como ondas ou oscilações de cálcio. Estas ondas regulam uma série de funções do neurônio, uma delas é um papel vital no desenvolvimento do cérebro.

Durante o desenvolvimento do cérebro, os futuros neurônios são alinhados ao longo das membranas dentro do núcleo do cérebro pouco desenvolvido. Estas células devem migrar para a parte externa para alcançar seu destino final e fazem assim guiadas pelos sinais químicos liberados principalmente pela microglia e pelos astrócitos. Estas trilhões de conexões igualmente se desenvolvem durante o processo chamado sinaptogenesis, usando muitos dos mesmos sinais.

Os estudos mostram que as ondas de cálcio fazem com que os neurônios em desenvolvimento migrem, o que é essencial para o desenvolvimento do cérebro (dá forma às estruturas arquitetônicas e às colunas funcionais do cérebro).132

O interessante, é que a testosterona igualmente afeta a migração embrionária do neurônio regulando as ondas de cálcio, e o mercúrio, provavelmente estimulando a liberação do glutamato, faz a mesma coisa.133 O estrogênio reduz as oscilações do cálcio e pára a migração das células.

Se as oscilações de cálcio não estiverem reguladas corretamente, -- há oscilações demais de cálcio e o cérebro desenvolve-se anormalmente.

A testosterona e o glutamato têm um efeito aditivo nestas ondas de cálcio. Desta maneira, a testosterona realça o efeito prejudicial do glutamato e do mercúrio excessivos. Os estudos mostraram que doses mais elevadas de MSG durante a formação do cérebro podem causar as anomalias do desenvolvimento que se assemelham próximo ao envenenamento de mercúrio e aos efeitos tóxicos dos altos níveis de citoquinas.76 Interessantemente, foram mostrados que a vacinação pode aumentar significativamente a toxicidade de diversas outras neurotoxinas, de tal modo que pudessem provocar a destruição do neurônio ou a perda sináptica mesmo quando as concentrações sub tóxicas destes tóxicos são usadas. A testosterona agrava esta toxicidade também.

Os estudos com crianças autistas mostram um nível elevado de andrógenos na maioria, mesmo nas meninas.134 No geral, andrógenos, tais como a testosterona, realçam o dano neurológico e o estrogênio tende a ser um protetor do cérebro.135



O papel do intestino permeável e das intolerâncias alimentares

Wakefield e seus colegas de trabalho demonstraram uma conexão entre a vacina MMR e o funcionamento anormal do intestino em um artigo marcante publicado no jornal Lancet em 1998.136

Neste estudo cuidadosamente conduzido fizeram a biópsia da mucosa intestinal de crianças autistas com sintomas gastrintestinais e demonstraram infiltração linfocística assim como níveis elevados de anticorpos inflamatórios e de citoquinas. A liberação de TNF-alfa era particularmente elevada sobre estas células imunológicas intestinais. Todo o trato intestinal, do estômago ao cólon, estava infiltrado por estas células imunes.

Os estudos subseqüentes mostraram uma incidência elevada de dor abdominal, refluxo, diarréia e constipação nas crianças com ASD.138, 139 Uma série de outros estudos mostrou problemas com enzimas digestivas, desintoxicação defeituosa, e crescimento anormal de bactérias e de fungos patogênicos no cólon e no intestino de crianças com ASD.140, 141

Sem nenhuma surpresa, alguns estudos mostraram a melhoria significativa no comportamento quando as crianças com ASD são colocadas em dietas livre de anticorpos alimentares identificados como alérgenos.142-144 Anticorpos para componentes alimentares, tais como a caseína, gliadina e o glúten foram descritos igualmente assim como reações cruzadas entre os antígenos de alimentos e componentes do cérebro.145

Uma doença que se assemelha aos casos de ASD nos termos de danos ao cérebro associados com os alérgenos de alimentos é a doença celíaca, em que há uma sensibilidade imune aos componentes gliadina e glúten do alimento. Aproximadamente 6 por cento de tais pacientes demonstrarão dano neurológico, o mais freqüente é ataxia cerebelar.146 Outros estudos igualmente encontraram convulsões, dano do nervo craniano, demência e lóbulo frontal com função danificada.147-151

Os estudos de autópsia indicam que o dano neurológico mais encontrado geralmente ocorre no cerebelo, como nós vemos no autismo. Outros estudos mostraram uma reatividade imunológica cruzada entre anticorpos do glúten e células de Purkinje no cerebelo.144

Como os casos celíacos, no autismo a ativação mais intensa da microglia e perda neuronal ocorreram no cerebelo. Em muitos dos casos dos cérebros autísticos examinados, virtualmente todas as células de Purkinje foram perdidas.54

Os estudos que procuram a incidência de sintomas gastrintestinais em crianças autistas indicam que de 20 a 84 por cento terão queixas. É interessante quando observamos a mesma questão nos estudos de problemas neurológicos celíaco-relacionados, somente 13 por cento se queixaram de sintomas gastrintestinais, desta forma, as crianças com ASD podem ter efeitos neurológicos relacionados ao intestino sem sintomas gastrintestinais óbvios. 151

Alguns acham que a gliadina, a caseína e o glúten podem ser convertidos em substâncias opióides, tais como o gliadinomorfina e a caseomorfina que pode produzir uma resposta da morfina no cérebro, conduzindo a alterações no comportamento.152-153 Estes opiáceos igualmente suprimem a imunidade e aumentam excitoxicidade.154

Mesmo o efeito opiáceo existindo, eu penso que é a estimulação imune periódica da microglia que está causando a maioria dos danos vistos no autismo.155

Os estudos igualmente encontraram disbiose freqüente em crianças autistas, isto é, um crescimento anormal de bactérias patogênicas e de fungos e uma perda de bactérias benéficas ao organismo.138

Já foi demonstrado que os organismos da candida podem penetrar a parede do intestino e entrar na corrente sanguínea, aonde eles podem ser distribuídos a todos os tecidos e órgãos, incluindo o cérebro.156 O mesmos é verdadeiro para as bactérias patogênicas e toxinas bacterianas. Este organismos implantados no cérebro atuam como fontes contínuas de estimulação imune, o que é especialmente prejudicial ao cérebro por causa da ativação da microglia provocada pelas vacinas que ocorrem antes que o problema do intestino se apresente, com a vacinação repetida os danos são agravados.

Com cada vacinação subseqüente, a resposta da microglia é realçada por causa da ativação imune periódica por antígenos de alimentos e por antígenos microbiológicos. É interessante observar que as experimentações com o antibiótico vancomicin, que não é absorvido pelo intestino, melhoraram objetivamente as funções cognitivas de um número de crianças autistas.157 Nós igualmente sabemos que com as crianças que têm a doença celíaca mesmo uma quantidade muito pequena do alimento de ofensa pode ter efeitos neurológicos devastadores.



CONCLUSÃO

Eu apresentei uma quantidade considerável de evidência para uma conexão entre a programação vacinal atual e o desenvolvimento de desordens do espectro do autismo, contudo mesmo este documento é somente uma breve revisão do que nós sabemos. Uma discussão mais detalhada sobre imune/excitotoxicidade aparecerá em meu estudo -- Interação da microglia ativada, a excitotoxicidade, espécies reativas do oxigênio e do nitrogênio, produtos do peroxidação do lipídeo e andrógenos elevados em desordens do espectro do autismo. Anna Strunecka e eu estamos igualmente trabalhando em um outro estudo que discutimos este mecanismo provocado por vacinas, que aparecerá em uma próxima edição especial do jornal Alternative Therapies in Health and Medicine.

Muitas destas informações estão sendo totalmente ignoradas pela elite médica e especialmente pela mídia.

Na conferência de Simsonwood, onde 50 cientistas, representantes das companhias farmacêuticas de vacinas e os representantes da Organização Mundial de Saúde se encontraram secretamente em Norcross, Geórgia, divulgaram que a segurança de suas crianças não é seu interesse preliminar - seus interesses são vender vacinas.

Um amigo meu, ao falar em uma audiência de cientistas e de responsáveis da Saúde pública na Itália, foi rudimente interpelado por um responsável da Saúde pública que (parafraseando) - nós todos sabemos que as vacinas podem causar dano neurológico, mas nós devemos manter isto longe do público porque pode pôr em perigo o programa vacinal.

É igualmente importante compreender que i a maioria de pediatras praticantes nunca se ouviram o que eu lhes divulguei. A maioria têm muito pouca compreensão da função imune e não têm nenhuma idéia do efeito patológico no cérebro de dar vacinas múltiplas em uma grande escala. Estes efeitos são discutidos extensamente na literatura da neurociência, mas poucos médicos praticantes, especialmente pediatras, não lêem tais artigos.

A imunologia, como a nutrição, tem atenção escassa na Faculdade de Medicina e menor ainda no treinamento de residência dos médicos. Os doutores mais idosos não têm nenhum conceito das descobertas mais novas na imunologia, especial na neuroimunologia.

O sistema imunitário humano é um dos sistemas mais complexos na fisiologia e nossos estudos indicam que uma complexidade ainda maior deve ser encontrada. Apesar de um interesse renovado na função do sistema imunitário nos neonatos e em crianças pequenas, muito permanece desconhecido a respeito dos efeitos imunes em expor infantes e crianças pequenas a tal quantidade de vacinas cedo na vida. Contudo, o que nós sabemos é que reagem completamente diferentemente do que adultos e isto pode ter conseqüências devastadoras no desenvolvimento e na função do cérebro.

Os milhões de crianças vacinadas com a vacina da hepatite B no nascimento pode somente ser descrito como uma idiotice perigosa.

A maioria vasta dos infantes, crianças e adolescentes estão em nenhum perigo desta infecção – até mesmo as autoridades médicas concordam com isso. Igualmente sabe-se que a eficácia da vacina nas crianças dura não mais de dois anos e tem-se quase nenhuma eficácia na criança imune suprimida.

O plano nefasto destes gênios vacinais é forçar vacinar todos os bebês, desde que teriam dificuldade em convencer os adultos de forma convincente, isto é, os que estão em perigo, de tomar vacina.

O problema com este “plano” é que a vacina se torna ineficaz antes que a criança alcance a idade do risco. Agora que descobriram isto, estão recomendando que todas as crianças tomem um reforço a cada dois anos.

A academia americana da pediatria e o CDC, as forças atrás desta mania vacinal, asseguram aos pais que dar todas as vacinas exigidas imediatamente é perfeitamente seguro. Como nós vimos, a “evidência científica” não suporta esta política. Fazendo isso, expomos assim a criança a uma concentração elevada de adjutores de estimulação que ativarão intensamente o sistema imunitário do cérebro (microglia) durante o período de crescimento mais ativo do cérebro, isto é, durante os primeiros 2 a 6 anos de vida.

A maturação e o desenvolvimento do cérebro continuam em grande parte durante todo a adolescência. Como nós vimos, a vacinação excessiva pode conduzir à inflamação do cérebro e ao inchamento que podem ser prolongados, por anos, até mesmo décadas (porque nós vimos no estudo de Vargas e outros). Isto pode conduzir à convulsões, a choros histéricos, à letargia severa, à fraqueza e aos problemas comportamentais, tais como a agitação, a depressão, a raiva e outros comportamentos autísticos.

Além, dar as vacinas continuamente expõe o cérebro a níveis elevados de alumínio neurotóxico como provados pelo estudo de alumínio radiolabeled citado acima.

Se uma pessoa seguisse as recomendações vacinais completas, receberia mais de 100 vacinas em uma vida.

Por causa da maneira que as vacinas são dadas, isto não permitiria que as células microgliais do cérebro parassem, o que é essencial.

Um dos efeitos da ativação microglial crônica, à exceção da inflamação do cérebro, é uma elevação nos níveis de glutamato no cérebro. Os estudos mostraram que isto pode conduzir a neuro degeneração crônica e é suspeito de ser um mecanismo comum associado com viroses neuropáticas, tais como o sarampo e o vírus de borna.158-160 De fato, bloquear certos receptores de glutamato pode impedir danos ao cérebro pelo vírus do sarampo, assim como o outro vírus.158

Nós igualmente sabemos que o prognóstico da meningite espinal pode ser determinado pelos níveis de glutamato do líquido espinal, com os altos níveis tendo os piores prognósticos.161 Estudos com crianças autistas mostraram igualmente níveis elevados de glutamato nos seus sangues e líquido espinal.



Alimentos e suplementos para a criança autista

Devido as excitotoxinas terem um papel tão importante no autismo, os pais de crianças autistas devem evitar alimentar as suas crianças com alimentos que contenham aditivos excitotóxicos, tais como MSG, proteína hidrolisada, proteínas de extratos vegetais, proteína de soja ou proteína se soja isolada, condimento natural, etc.

Há muitos nomes disfarçados para alimentos aditivados com glutamato. Um estudo recente igualmente mostrou que há uma interação entre determinados corantes alimentares e glutamato e aspartame que realça a neurotoxicidade significativamente.

Devem igualmente evitar óleos que provocam imuno supressão, tais como os óleos ômega-6 (óleos de milho, de soja, de amendoim, de girassol). Hoje em dia, as pessoas neste país comem 50 vezes a quantidade destes óleos imuno supressores do que precisam para a saúde. Enquanto os óleos ômega-3 são saudáveis, o componente de EPA é significativamente imuno supressor e em conseqüência, a ingestão elevada deve ser evitada. Alguns estudos mostraram a função suprimida do linfócito (células de NK) com ingestão elevada de EPA.

É o componente de DHA que tem a maioria dos efeitos benéficos, especialmente com respeito ao reparo do cérebro e a redução inflamatória. O DHA inibe igualmente a excitotoxidade. Como a criança autista tem a inflamação intensa no cérebro, uma combinação de EPA e de DHA é preferível, com um índice mais baixo de EPA (não mais de 250 mg).

O leite e os produtos de leite devem ser evitados e os alimentos que contêm a gliadina e o glúten devem igualmente ser evitados. Os alimentos de soja são igualmente responsáveis por um número significativo de alergias a alimentos assim como tem níveis elevados de glutamato, de fluoreto e de manganês.

O fluoreto deve ser evitado, especialmente na água para beber. A água é igualmente uma fonte significativa de alumínio na dieta (se adiciona como um agente de limpeza) e em água fluoretada os complexos do fluoreto com o alumínio dão forma ao composto fluoralumínio altamente neurotóxico.

A grande fonte dietética de alumínio são biscoitos, panquecas, chá preto e guloseimas de confeitaria feitas com fermento químico que podem conter alumínio.

A ingestão baixa de magnésio, que é comum nos Estados Unidos, é associada com os graus mais elevados de inflamação no corpo e com os níveis mais baixos da glutationa. Este fator igualmente aumenta a excitotoxidade, desde que o magnésio é um modulador natural do receptor de glutamato de NMDA. O consumo baixo de magnésio realça extremamente a sensibilidade do receptor de glutamato, agravando a excitotoxidade. O baixo consumo de magnésio igualmente abaixa níveis da glutationa no cérebro, o que aumenta a sensibilidade do cérebro à toxicidade do mercúrio. O maior consumo de magnésio, reduz a inflamação, levanta os níveis da glutationa e reduz a sensibilidade excitotóxica.

Um número grande de flavonóides são neuroprotetores, especialmente contra à inflamação e a excitotoxidade. Estes incluem a curcumina, a quercetina, o ácido elágico, a vitamina E natural, o flavonóide encontrado no chá branco, a teanina, o DHEA e o hesperidin. Todos estão disponíveis como suplementos e a maioria têm um perfil de segurança elevado.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Especialistas Brasileiros pedem mais investimento público no tratamento do autismo

Ao afirmarem que autismo tem cura, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.

A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades do ministério. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e com orientações que se pautam pelo atendimento multidisciplinar e individualizado. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.

Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo e os políticos tem papel de garantir recursos para os tratamentos.

A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, explicou que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar e glúten ou pela intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados. Essas crianças, enfatizou, não estão preparadas para receber tantas toxinas porque seu organismo não consegue eliminá-las. Ela defendeu investimento em pesquisa para detectar os agentes intoxicantes e assim poder fazer prevenção.

Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo, desde que o poder público considere o problema como "causa urgente" e faça os investimentos necessários. Ela disse que o tratamento envolve terapia comportamental, aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.

Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.

- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas? Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta?- ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.

Incompetência

A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos de profissionais competentes para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.

O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.

Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.

- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Projeto

As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.

O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.

Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.

Iara Farias Borges / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PDD-NOS Transtorno Invasivo Do Desenvolvimento sem outra especificação

Aqui está um nome enorme, que baralha a cabeça de qualquer um.

Afinal o que é isto?

É uma patologia do espectro do Autismo.

Porque este nome é enorme? Não sei.

Não é Autismo puro.

Não é Sindrome de Asperger.

Segundo o Dr. Miguel Palha, se considerarmos o espectro do Autismo numa escala de 0 a 100%, a PDD-NOS seria 1%.

Os sintomas dos PDD podem incluir problemas de comunicação, como:

Dificuldade no uso e compreensão da linguagem;
Dificuldade em se relacionar com pessoas, objetos e eventos;
Brincadeiras não-usuais com brinquedos e outros objetos;
Dificuldade com mudanças de rotina ou do ambiente familiar;
Padrões repetitivos de movimentos corporais ou comportamentos

Cura e tratamento
Não existe cura conhecida para os PDD-NOS. São usados medicamentos para tratar problemas comportamentais específicos; a terapia para crianças com PDD deve ser especializada, de acordo com as necessidades de cada criança.

O diagnóstico de transtorno invasivo do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) ocorre quando não se encontram critérios para outro transtorno mais específico.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Síndrome de gênio?

Vocabulário sofisticado, habilidades fabulosas e pouca interação social. Esses podem ser sinais de um transtorno da mente ainda pouco conhecido

Viviane Gonçalves
vivi@opovo.com.br
14 Nov 2009 - 19h51min

As boas notas no colégio, o vocabulário rebuscado, a restrição em campos de interesse e a dificuldade de relacionamento podem ser sinais de um transtorno da mente, até bem pouco tempo desconhecido pelos médicos. A síndrome de Asperger, também chamada de síndrome do gênio, tem ganhado cada vez mais atenção de especialistas, pais e professores. ``São mais casos ou mais diagnósticos?``, questiona o neuropediatra Lucivan Miranda.

Considerada um tipo leve de autismo, os portadores desse tipo de transtorno apresentam características bem distintas. De acordo com Alexandre Costa e Silva, psicólogo e diretor da Casa da Esperança, referência no atendimento às crianças autistas, os portadores da síndrome de Asperger se caracterizam pela dificuldade interrelacional, de comunicação e restrição no campo de interesse.

Ou seja, não desfrutam de contato social, não costumam brincar com outras crianças, tem dificuldade em entender as intenções dos outros, não costuma olhar nos olhos por muito tempo em uma conversa, usa uma linguagem formal, demonstra pouca imaginação e criatividade, possui uma pobre coordenação motora, quando algum tema o fascina, ocupa a maior parte do tempo em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, além de repetir compulsivamente algumas ações.

Para a psicóloga Clarissa Leão, pais, professores e profissionais de saúde devem atuar em conjunto para um prognóstico satisfatório. ``É preciso lidar com o preconceito e buscar estratégias de socialização``, adverte.

O transtorno foi relatado pela primeira vez em 1944 pelo médico austríaco Hans Asperger, que descreveu um conjunto de características apresentadas por crianças com pouca interação social, mas sem atraso no desenvolvimento da linguagem e cognitivo. Apenas em 1994, que a síndrome foi oficialmente reconhecida no Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Desordens Mentais. A síndrome de Asperger está incluída nos Distúrbios do Espectro do Autismo, e atinge a comunicação, a interação social e o comportamento. Entretanto, não afeta o aprendizado ou o intelecto. Muitos portadores dessa síndrome possuem talentos ou habilidades extraordinárias.

É o caso dos cientistas Albert Einstein e Isaac Newton. Segundo pesquisadores britânicos, os dois podem ser considerados casos clássicos da síndrome de Asperger & mesmo não tendo sido diagnosticados na época. A inteligência normal ou acima da média, habilidades com números ou assuntos específicos e talentos inexplicáveis favorecem a popularização da síndrome do gênio.

As causas do transtorno ainda são desconhecidas. O número de pesquisas sobre o assunto ainda é reduzido e suscita muitos questionamentos. O que se sabe é que a síndrome de Asperger costuma acometer principalmente o sexo masculino. Pesquisas apontam que o número de vítimas masculinas de autismo é quatro vezes superior ao de femininas, e a relação é de nove para um quando se trata da síndrome de Asperger.

O Ciência & Saúde desta semana vai mostrar como identificar, tratar e conviver com a síndrome.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Estudo hoje publicado na revista Nature

Cientistas norte-americanos descobriram uma mutação num gene comum aos humanos e aos chimpanzés que poderá ajudar a explicar por que razão uns falam e os outros não.

Segundo um estudo hoje publicado na revista Nature, a mutação consiste numa diferença em apenas duas das centenas de moléculas do gene FOXP2 que terá ocorrido quando os humanos desenvolveram a capacidade de falar.

Não será provavelmente o único gene envolvido no desenvolvimento da fala e da linguagem, mas os investigadores concluíram que actua de modo diferente nos humanos e nos chimpanzés.

Pouco se sabe sobre o processo de evolução e desenvolvimento da fala entre os humanos, mas testes laboratoriais mostraram que a versão humana do FOXP2 regula uma rede diferente de outros genes ligados à linguagem.

Esse gene 'desempenha realmente um papel importante nas diferenças entre humanos e chimpanzés', afirmou o principal autor do estudo, Daniel Geschwind, professor de neurologia, psiquiatria e genética humana na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

Estudos anteriores sobre a evolução já tinham sugerido uma variação do gene entre o homem e o chimpanzé devida às duas moléculas alteradas e o impacto possível dessa diferença na capacidade de falar.

'O nosso estudo faz a demonstração experimental dessa diferença', sublinhou Geschwind.

O desenvolvimento da investigação deste e de outros genes poderá abrir caminho a tratamentos genéticos para pessoas com dificuldades de desenvolvimento da linguagem, como no caso do autismo, por identificar alvos terapêuticos, assinalou o cientista.

Perspectiva idêntica foi avançada por outra autora do estudo, Genevieve Konopka, também da UCLA, segundo a qual a descoberta dos genes influenciados permitiu 'identificar um conjunto de novas ferramentas para estudar como poderá ser regulada a linguagem humana a nível molecular'.

No autismo ou na esquizofrenia, esses processos moleculares poderão permitir 'compreender melhor o impacto dessas patologias na capacidade do cérebro de utilizar a linguagem', concluiu.

Em Vinhais, sexta-feira passada, inaugurou-se a primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito de Bragança.

Em Vinhais, sexta-feira passada, inaugurou-se a primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito de Bragança. Aberta das 9 às 17:30, na Escola do 1º Ciclo da vila, recebe alunos com necessidades educativas especiais, cuja problemática se enquadra no espectro do autismo.
Para além de admitir crianças provenientes dos concelhos limítrofes, esta Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Autismo (UEEA) é, de momento, constituída por duas professoras especializadas (Celmira Macedo e Cristina Gonçalves), duas auxiliares de acção educativa (Eduarda Santos e Sónia Eiras), uma psicóloga, três terapeutas (fisioterapia, musicoterapia e terapia da fala) e cinco meninos. Três são de Vinhais e dois residem no concelho de Mirandela.
Celmira Macedo, docente de Educação Especial, desvenda o objectivo desta unidade. “Iremos garantir que as crianças tenham qualidade de vida e de trabalho, potenciando as áreas fortes do autismo e trabalhar as áreas fracas, a área do comportamento, da interacção social, algumas áreas da aprendizagem e da comunicação, como a linguagem”.
Para tal, a equipa afecta à unidade vai procurar, acima de tudo, reunir a criança, a família e o seu contexto social.
As cinco crianças integradas em Vinhais poderão, eventualmente, receber mais um colega, já que, o limite legal de cada UEEA é de seis alunos.

Câmara, Agrupamentos de Escola e DREN uniram-se para apoiar crianças com necessidades especiais

A criação da unidade resulta de um projecto da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), em parceria com o Agrupamento de Escolas D. Afonso III de Vinhais, e com o apoio da Direcção Geral de Educação do Norte (DREN). A iniciativa resultou num investimento, quer em termos de recuperação da sala, quer na aquisição de imobiliário indicado especificamente para crianças autistas, que rondou os dez mil euros.
“Em todos os projectos que haja uma contribuição para o bem-estar dos alunos, a Câmara de Vinhais não hesita e tem-no demonstrado desde o início, indo de encontro a todas as solicitações do Agrupamento que venham nesse sentido. Esta foi mais uma aposta, um desafio colocado há cerca de meio ano, ao qual dissemos sim de imediato”, revela o vereador da Educação da CMV, Roberto Afonso.
Manuela Rocha, mãe do Martim, um aluno de 9 anos integrado na unidade e que sofre de perturbações do espectro do autismo, mostra-se satisfeita por haver no concelho um sítio indicado para crianças com necessidades especiais. “Este é um espaço necessário em qualquer lugar onde haja um menino com autismo”, afirma.
Esta inauguração aconteceu em ambiente de festa e com direito a lanche, uma vez que, à semelhança dos anos anteriores, se deu as boas-vindas à Comunidade Educativa do concelho. No início deste encontro, teve lugar uma visita ao Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho.
De seguida, na E.B.1 de Vinhais, realizou-se a Festa de Recepção ao Professor, que pretendeu “promover o convívio e viabilizar a integração da comunidade docente, para além de contribuir, em simultâneo, para o fortalecimento dos laços entre professores e município”, explicou o presidente da autarquia, Américo Pereira.